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O Blues do Escravo

Mecano (ES)

El Blues Del Esclavo

El ser negrito es un color
Lo de ser esclavo no lo trago
Me tiene frito tanto trabajar de sol a sol
Las tierras del maldito señorito

Los compañeros piensan igual
O hay un Espartaco que entre a saco
Y esto cambia o tos pa Gambia
Desde Kunta Kinte a nuestros días pocas mejorías

A ver si ahora con la Guerra de Secesión
Se admite nuestro sindicato del algodón
Que a saber, quiere obtener
Descanso dominical, un salario normal
Dos pagas, mes de vacaciones
Y una pensión tras la jubilación

Que se nos trate con dignidad
Como a semejantes emigrantes
Que se terminen las pasadas
Las palizas del patrono y el derecho de pernada

Y el que prefiera que se vuelva al Senegal
Correr desnudos por la selva
Con la mujer y el chaval, ir natural
Erguiendo cuello y testuz como hermana avestruz
Para que no digan que somos unos zulús
Ir cantando este blues

Y el que prefiera que se vuelva, que se vuelva

Y el que prefiera que se vuelva al Senegal
Correr desnudos por la selva
Con la mujer y el chaval, ir natural
Erguiendo cuello y testuz como hermana avestruz
Para que no digan que somos unos zulús
Hemos hecho este blues

O Blues do Escravo

Ser negro é só uma cor
Ser escravo eu não aceito
Tô cansado de trabalhar de sol a sol
Nas terras do maldito senhorzinho

Os camaradas pensam igual
Ou tem um Espartaco que vem pra cima
E isso muda ou todos pra Gâmbia
De Kunta Kinte até hoje, poucas melhorias

Vamos ver se agora com a Guerra de Secessão
Aceitam nosso sindicato do algodão
Que, pra saber, quer conseguir
Descanso no domingo, um salário justo
Duas férias, um mês de folga
E uma aposentadoria digna

Que nos tratem com dignidade
Como a qualquer imigrante
Que acabem as antigas
As surras do patrão e o direito de pernada

E quem preferir, que volte pro Senegal
Correr pelado pela selva
Com a mulher e o filho, ir na boa
Erguendo o pescoço e a cabeça como uma avestruz
Pra não dizerem que somos uns zulús
Ir cantando esse blues

E quem preferir, que volte, que volte

E quem preferir, que volte pro Senegal
Correr pelado pela selva
Com a mulher e o filho, ir na boa
Erguendo o pescoço e a cabeça como uma avestruz
Pra não dizerem que somos uns zulús
Fizemos esse blues

Composição: José María Cano