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O pôr do sol dos ídolos

MediaLuna

El Ocaso de Los Ídolos

Somos, en esencia, miedo
Y sin ello, nada somos
Nunca más seremos el aire

Nos hemos decepcionado a nosotros mismos
Somos la perfecta costura que mantiene la decadencia unida
Y somos todos, aunque luchemos contra ello

Participamos de la absurda cordura colectiva
Y nos balanceamos al vaivén de la comodidad
Que tiene la ignorancia

Podemos ser lo más ruin, podemos ser el subsuelo
Pero nunca más podremos ser sino lo que podemos

Somos títeres, presas de una ceguera
Somos lo que el viento prefirió olvidar y todo tiene su raíz
En lo poco que exige de nosotros lo establecido como correcto
Como moral y sus tristes partidarios

Siguen banderas que no reconocen
Dirigen la espada traidora de la inopia
Contra un mundo que se esfuerza
Por permanecer a oscuras

¡No estamos a oscuras!
Los proveedores de luz están de luto
Pero la bendita luz no ha muerto
Sigue brillando y prendiendo fuego al corazón, aunque efímera

Cuando tome un respiro el vendaval
Que se ha adueñado de nuestra vida y nuestra muerte
Cuando erijamos de las ruinas las viejas costumbres
Cuando dejemos de construir deidades de barro y pasajeras

Cuando le perdamos el respeto
Y dejemos de soportar a Dios y sus blasfemias
Ese momento será tan dulce
Que no cabrá en pronunciar la palabra libertad

Y cuando amanezca
La utopía se reducirá a una paradoja
Estará viva, aunque le halla costado la vida misma

O pôr do sol dos ídolos

Nós somos, em essência, medo
E sem isso, não somos nada
Nunca mais seremos o ar

Nós nos decepcionamos
Nós somos a costura perfeita que mantém a decadência unida
E nós somos todos, mesmo que lutemos contra isso

Nós participamos da absurda sanidade coletiva
E nós balançamos para o balanço do conforto
Quem tem ignorância

Nós podemos ser o pior, podemos ser o subsolo
Mas nós nunca podemos ser nada além do que podemos

Somos fantoches, presas da cegueira
Nós somos o que o vento preferia esquecer e tudo tem sua raiz
No pouco que exige de nós o que é estabelecido como correto
Como moral e seus tristes adeptos

Eles seguem bandeiras que não reconhecem
Eles dirigem a espada traiçoeira da inopia
Contra um mundo que se esforça
Por ficar no escuro

Nós não estamos no escuro!
Prestadores de luz estão de luto
Mas a luz abençoada não morreu
Ainda brilhando e ateando fogo ao coração, embora efêmero

Quando eu respiro o vendaval
Isso tomou conta da nossa vida e da nossa morte
Quando erigimos os antigos costumes das ruínas
Quando paramos de construir divindades de lama e passageiros

Quando perdemos o respeito
E vamos parar de apoiar Deus e suas blasfêmias
Esse momento será tão doce
Isso não vai caber em dizer a palavra liberdade

E quando amanhece
A utopia será reduzida a um paradoxo
Ela estará viva, mesmo que a própria vida a tenha custado