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Desgraça Divina

Meireles Botelho

Divine Disgrace

You slid inside the room like sin
With lips that begged to taste my skin
Your breath was heat, your gaze a cage
I broke for you, in sweat and wage

In silken vows and midnight moans
You crowned yourself on shattered thrones
My name once carved across your skin
Now lost to ash and wicked grin

You touched me like a ghost in heat
A sin with every heartbeat
I fell, a fool in satin chains
You drain me dry, then fed me pain
So sweet, your divine disgrace
With poison breath and lover's face

You traced my soul with lips so sweet
Your voice was silk with rusted threads
Your eyes, a storm I dared to face
Easing, my fall in your silent grace

The silence swore what lips denied
But truth slept where your shadows lied
A kiss for her, a wound for me
Lust is a cruel divinity

You touched me like a ghost in heat
A sin with every heartbeat
I fell, a fool in satin chains
You drain me dry, then fed me pain
So sweet, your divine disgrace
With poison breath and lover's face

In the hush between your sighs
I found the place where longing dies
In the echo of your moans
I heard the breaking of my bones

You touched me like a ghost in heat
A sin with every heartbeat
I wore your lips like sacred place
Now cursed by your divine disgrace

Fade into your velvet night
The love you gave was never right
You haunt me still in every place
My beautiful, divine disgrace

Desgraça Divina

Você entrou no quarto como um pecado
Com lábios que imploravam pra tocar minha pele
Seu hálito era calor, seu olhar uma prisão
Eu me quebrei por você, em suor e aflição

Em votos de seda e gemidos à meia-noite
Você se coroou em tronos despedaçados
Meu nome uma vez gravado na sua pele
Agora perdido em cinzas e um sorriso maligno

Você me tocou como um fantasma em chamas
Um pecado a cada batida do coração
Eu caí, um tolo em correntes de cetim
Você me esgota, depois me alimenta com dor
Tão doce, sua desgraça divina
Com hálito de veneno e rosto de amante

Você traçou minha alma com lábios tão doces
Sua voz era seda com fios enferrujados
Seus olhos, uma tempestade que eu ousei enfrentar
Amortecendo minha queda na sua graça silenciosa

O silêncio jurou o que os lábios negaram
Mas a verdade dormia onde suas sombras mentiam
Um beijo pra ela, uma ferida pra mim
A luxúria é uma divindade cruel

Você me tocou como um fantasma em chamas
Um pecado a cada batida do coração
Eu caí, um tolo em correntes de cetim
Você me esgota, depois me alimenta com dor
Tão doce, sua desgraça divina
Com hálito de veneno e rosto de amante

No silêncio entre seus suspiros
Eu encontrei o lugar onde o desejo morre
No eco dos seus gemidos
Eu ouvi o estalo dos meus ossos

Você me tocou como um fantasma em chamas
Um pecado a cada batida do coração
Eu usei seus lábios como um lugar sagrado
Agora amaldiçoado pela sua desgraça divina

Desvanecer na sua noite de veludo
O amor que você deu nunca foi certo
Você ainda me assombra em todo lugar
Minha bela, desgraça divina

Composição: Meireles Botelho