Echoes Beneath the Stone
Beneath the canopy of withered trees
Where silence clings to hollow skies
I walk the path of memories
With every breath, a thousand cries
The night has stitched my eyes with shade
No dawn can pierce this endless gray
A name long whispered, now decayed
Still dances where the shadows play
You fade like light in dying flame
A ghost beneath the chapel dome
I scream, but sorrow knows your name
It echoes deep beneath the stone
The bells have cracked, their chimes are still
Yet in my bones, the echoes ring
The blood runs cold against my will
Each heartbeat cursed, a hollow thing
I held your hand in mortal sleep
But time betrayed what we had known
Now even death forgets to keep
The vows we carved into our bones
You fade like stars at break of pain
A shadow carved in ash and bone
I reach, but never touch again
Just echoes deep beneath the stone
If I should fall into the dust
Where no one weeps, and none return
Will you remember what we were?
Or let the candle cease to burn?
Ecos Sob a Pedra
Sob o dossel de árvores secas
Onde o silêncio gruda nos céus vazios
Caminho pela trilha das memórias
Com cada respiração, mil gritos
A noite costurou meus olhos com sombra
Nenhum amanhecer pode furar esse cinza sem fim
Um nome sussurrado há muito, agora apodrecido
Ainda dança onde as sombras brincam
Você desaparece como luz em chama moribunda
Um fantasma sob a cúpula da capela
Eu grito, mas a tristeza sabe seu nome
Ecoa profundo sob a pedra
Os sinos se quebraram, seus toques estão mudos
Ainda assim, em meus ossos, os ecos ressoam
O sangue esfria contra a minha vontade
Cada batida do coração amaldiçoada, uma coisa vazia
Eu segurei sua mão no sono mortal
Mas o tempo traiu o que conhecíamos
Agora até a morte esquece de guardar
Os votos que esculpimos em nossos ossos
Você desaparece como estrelas ao romper da dor
Uma sombra esculpida em cinzas e ossos
Eu estendo a mão, mas nunca toco de novo
Apenas ecos profundos sob a pedra
Se eu cair na poeira
Onde ninguém chora, e ninguém retorna
Você se lembrará do que éramos?
Ou deixará a vela parar de queimar?
Composição: Meireles Botelho