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Fome de Veludo

Meireles Botelho

Velvet Hunger

You came to me, a fevered bloom
With eyes that danced like scented doom
You tore through all I kept inside
In shadows wrapped, with lust as guide

Your touch, a silence set on fire
A maze without a known desire
You wore my ache like second skin
A holy vice I'd die within

I longed to drown in your delight
To be your altar in the night
In every breath, a slow decay
Where flesh ignites and soul gives way
Velvet hunger, soft disguise
Your kiss, a blade in sweet surprise

Your tongue wrote oaths in secret places
Stripping silence from my skin
Your moans declared my slow defeat
Your love, a poison, rich and sweet

Within your lips, both end and start
A ritual that tears apart
My reason slips into your gaze
And in your beauty, I'm erased

Whisper my name in darkest rooms
Burn your desire into my veins
Whether curse or ecstasy
Let me burn inside your history

I longed to drown in your delight
To be your altar in the night
In every breath, a slow decay
Where flesh ignites and soul gives way
Velvet hunger, soft disguise
Your love, my final, sweet demise

Fome de Veludo

Você veio até mim, uma flor febril
Com olhos que dançavam como um destino perfumado
Você rasgou tudo que eu mantinha dentro
Envolto em sombras, com a luxúria como guia

Seu toque, um silêncio incendiado
Um labirinto sem desejo conhecido
Você vestiu minha dor como uma segunda pele
Um vício sagrado em que eu morreria

Eu ansiava para me afogar no seu prazer
Para ser seu altar na noite
Em cada respiração, uma lenta decadência
Onde a carne se acende e a alma se entrega
Fome de veludo, disfarce suave
Seu beijo, uma lâmina em doce surpresa

Sua língua escreveu juramentos em lugares secretos
Desnudando o silêncio da minha pele
Seus gemidos declararam minha lenta derrota
Seu amor, um veneno, rico e doce

Dentro dos seus lábios, tanto o fim quanto o começo
Um ritual que despedaça
Minha razão escorrega no seu olhar
E na sua beleza, eu sou apagado

Sussurre meu nome em quartos escuros
Queime seu desejo nas minhas veias
Seja maldição ou êxtase
Deixe-me queimar dentro da sua história

Eu ansiava para me afogar no seu prazer
Para ser seu altar na noite
Em cada respiração, uma lenta decadência
Onde a carne se acende e a alma se entrega
Fome de veludo, disfarce suave
Seu amor, minha última e doce morte

Composição: Meireles Botelho