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Poça de Vida

Melancholy

Poza ¯yciem

Lœni¹ce oczy wpatrzone w dó³
Samotne niczym ska³a na bezkresnym morzu
Ktoœ odszed³ bez po¿egnania choæ jeszcze niedawno
W pokoju tchnê³o ¿yciem

Dr¿¹ce rêce, umys³ ucieka od niewypowiedzianych s³ów
W k¹tach domu wiatr œpiewa serenady
Umieraj¹ pory roku

Zamykasz oczy w myœli kryj¹c ból
Na ustach i twarzy osiad³ smutek
Miniony czas w pamiêci trwa
Stawiaj¹c ponure œciany ³ez

Krzyki cierpieñ tworz¹ce py³
W przestrzeni porzuconych nadziei
I jedno ¿yczenie
Niech wieczny spokój przykryje i mnie

Spadaj¹ca gwiazda uderza jeszcze mocniej
Wszystkie obrazy, które nie sposób wybieliæ
Nale¿¹ do ciebie, zgas³e p³omienie
Pozostawi³y smugi dymu

Milcz¹cy dom zala³ siê mrokiem
Szukasz swojego miejsca poœród cieni
Gdzie nie dochodz¹ g³osy
Nicoœæ wch³ania oddechy

Poça de Vida

Olhos vazios olhando pra baixo
Sozinhos como uma pedra no mar sem fim
Alguém foi embora sem se despedir, embora há pouco
O quarto respirou vida

Mãos tremendo, a mente foge das palavras não ditas
Nos cantos da casa o vento canta serenatas
As estações estão morrendo

Você fecha os olhos, escondendo a dor
Nos lábios e no rosto, a tristeza se instalou
O tempo passado permanece na memória
Erguendo paredes sombrias de lágrimas

Gritos de sofrimento formando poeira
No espaço de esperanças abandonadas
E um desejo
Que a paz eterna me cubra também

A estrela cadente atinge ainda mais forte
Todas as imagens que não podem ser apagadas
Pertencem a você, chamas apagadas
Deixaram rastros de fumaça

A casa silenciosa se afundou na escuridão
Você procura seu lugar entre as sombras
Onde as vozes não chegam
O nada absorve os suspiros

Composição: