Vidala Del Nombrador
Vengo del ronco tambor de la Luna
En la memoria del puro animal
Soy una astilla de tierra que vuelve
Hacia su antigua raíz mineral
Soy el que canta detrás de la copla
El que en la espuma del río ha'i volver
Paisaje vivo mi canto es el agua
Que por la selva sube a florecer
Yo soy quien pinta las uvas
Y las vuelve a despintar
Al palo verde lo seco
Y al seco lo hago brotar
Vengo de adentro del hombre dormido
Bajo la tierra gredosa y carnal
Ramas de sangre, florezco en el vino
Y el amor bárbaro del carnaval
Nombro a la tierra que el trópico abraza
Fuente de estrellas, cintura de luz
Y el corazón maderero de Salta
Subo en bagualas por la noche azul
Apenitas soy arjonera
Nombre que no se ha'í perder
Y aunque lo tiren en el río
Sobre la espuma ha'í volver
Vidala Del Nombrador
Eu venho do tambor rouco da lua
Na memória do animal puro
Eu sou uma lasca de terra que retorna
Em direção à sua antiga raiz mineral
Eu sou aquele que canta atrás da música
Aquele que na espuma do rio voltou
Eu vivo paisagem minha música é água
Isso sobe pela selva para florescer
Eu sou aquele que pinto as uvas
E ele os remove novamente
Para o pau verde eu seco
E quando seco eu faço brotar
Eu venho de dentro do homem adormecido
Sob o barro e a terra carnal
Ramos de sangue, eu floresço no vinho
E o amor bárbaro do carnaval
Eu nomeio a terra que os trópicos abrangem
Fonte de estrelas, cintura de luz
E o coração madeireiro de Salta
Eu monto bagualas pela noite azul
Apenitas eu sou arjonera
Nome que não foi perdido
E mesmo que joguem no rio
Na espuma eu voltei
Composição: Jaime Davalos