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Carga Pesada

Mente Sabía Crú

Cargo Pesado

Morir
Dormir
Morir
Tal vez soñar
¿Qué sueños podrán llegar en aquel sueño de la muerte

Tengo presente en el ser presencia, esencia de ser
Un ser con mucha decencia, conquisto luces de ausencia

Quisiera querer tener paciencia
Querer es poder dice la ciencia, no mito o la leyenda

Ahora creer está en ti, piensa
Ver más allá de esta pieza conectarse a alguna secta

Encender los chakras o fumarse uno del chane
O de chaca o alguna weá en la que tu mente divaga

Pasando por alto la baja, la razón es migaja
No mucho de esto encaja si se atrasa mi quijada trastornada

Dibujo una triada en el penta
Por fama difaman y se disfrazan
Muchos crecen la fiesta por la testa

Voy a talar hasta llegar al final de este cora
Voy a sacar de mí todo este escoria
Hay recuerdos hostiles

La vieja melancolía escrita en versos de amor con sabor a crimen
Siempre hay espacio pa' más files

Somos los cómplices, sucede que, sosiégate
Ven busca del otro nivel, o apártate
Vivo al revés ya solo sé
Preocúpate, edúcate, rap, rap que fluye (yeah)

Macro tempo exploded with fits of rap rage
Crush opposition flat, this is where we wanna

You're at the very bottom
You worked so hard, finally make the local paper: Obituary column

Put an honest day's working, airless spit
Why you stinking the lab like asparagus piss?

Let's get it started, bombarded
Pretend you died by rap accidental, rendered retarded

La pregunta bonita, respuesta realista
Mi finca la cripta en que habita ninfa la tinta
El reloj sin su tic-tac

Un feedback, con el espejo a ver si me entiendo
El arquitecto de sueños
Está como cerdo que mató el globo completo

Piromano del texto, infecto el resto
Con lo que llevo aquí dentro no hay bloque, separando lo nuestro

Tu secuestro mental está en manos de esta cara sin expresión
Llora mami emoción y dilata la ilusión, pon hardcore

Voy a dejar caer la bomba de Hiroshima en el techo del Jami

Mi único recuerdo de la calle Kami
Es tan sucio y manchado como la punta de este lápiz

Si roban, que sea un beso, si lloran, que sea de alegría
Si pierden, que sea el miedo y la flojera
Y si ganan, ja, que sea una mina pasajera

A mí siempre me revienta el teléfono y menos contesto
Al puesto que apesto y hoy protesto

Por un segundo que ahí piensa en lo profundo del mar
Escritores descansan en coma y debaten pues quieren hablar

Del secreto de Atlantes de muerte del antes, delante del tiempo en gigantes decían

Conquista universal, el califato es sobrenombre
Del sobreviviente pálido, gélido, bote en el agua

Península Yucatán, suerte, lágrimas de sangre y azar
Somos los cómplices del códice y en código he de estar

Somos los cómplices, sucede que, sosiégate
Ven busca del otro nivel, o apártate
Vivo al revés ya solo sé
Preocúpate, edúcate, rap, rap que fluye (yeah)

I carry heavy shit
My life in the
Fine by death
I carry heavy shit

Carga Pesada

Morrer
Dormir
Morrer
Talvez sonhar
Que sonhos poderão chegar nesse sonho da morte

Tenho presente em ser, presença, essência de ser
Um ser com muita decência, conquisto luzes de ausência

Queria ter paciência
Querer é poder, diz a ciência, não mito ou lenda

Agora acreditar está em você, pense
Ver além dessa peça, conectar-se a alguma seita

Acender os chakras ou fumar um baseado
Ou de chaca ou alguma parada em que sua mente divaga

Passando por cima da baixa, a razão é migalha
Não muito disso encaixa se atrasa minha mandíbula transtornada

Desenho uma triada no pentágono
Por fama difamam e se disfarçam
Muitos crescem a festa pela cabeça

Vou até o fim desse coração
Vou tirar de mim toda essa escória
Há lembranças hostis

A velha melancolia escrita em versos de amor com gosto de crime
Sempre há espaço pra mais arquivos

Somos cúmplices, acontece que, sossega
Vem buscar o outro nível, ou se afasta
Vivo ao contrário, já só sei
Preocupe-se, eduque-se, rap, rap que flui (é)

Macro tempo explodiu com acessos de raiva no rap
Destrua a oposição, é aqui que queremos

Você está no fundo do poço
Trabalhou tanto, finalmente aparece no jornal local: coluna de obituário

Coloque um dia honesto de trabalho, cuspe sem ar
Por que você está fedendo o laboratório como xixi de aspargo?

Vamos começar, bombardeados
Finja que morreu por rap acidental, ficou retardado

A pergunta bonita, resposta realista
Minha propriedade é a cripta onde habita a ninfa da tinta
O relógio sem seu tic-tac

Um feedback, com o espelho pra ver se me entendo
O arquiteto de sonhos
Está como porco que estourou o balão inteiro

Piromaníaco do texto, infecto o resto
Com o que carrego aqui dentro não há bloqueio, separando o nosso

Seu sequestro mental está nas mãos dessa cara sem expressão
Chora, mãe, emoção e dilata a ilusão, ponha hardcore

Vou deixar cair a bomba de Hiroshima no teto do Jami

Minha única lembrança da rua Kami
É tão suja e manchada quanto a ponta desse lápis

Se roubam, que seja um beijo, se choram, que seja de alegria
Se perdem, que seja o medo e a preguiça
E se ganham, ha, que seja uma mina passageira

Sempre me estressa o telefone e menos atendo
No lugar que apesto e hoje protesto

Por um segundo que aí pense no fundo do mar
Escritores descansam em coma e debatem pois querem falar

Do segredo dos Atlantes, da morte do antes, diante do tempo em gigantes diziam

Conquista universal, o califato é sobrenome
Do sobrevivente pálido, gélido, bote na água

Península Yucatán, sorte, lágrimas de sangue e azar
Somos cúmplices do códice e em código eu de estar

Somos cúmplices, acontece que, sossega
Vem buscar o outro nível, ou se afasta
Vivo ao contrário, já só sei
Preocupe-se, eduque-se, rap, rap que flui (é)

Eu carrego um peso pesado
Minha vida no
Fine by death
Eu carrego um peso pesado

Composição: Juan Pablo Araya