Zamba Azul
Como un limpio amanecer
Era tu pollera azul
Cielo por la zamba
Duende andaba en el aire
Enredandote a mi voz
Mientras mi guitarra
Buscaba en el alba
Coplas que cantaran
Nuestro amor.
Siempre te recordare
Junto a tu paisaje azul
Sombra que no olvido
Silueta del rio
Vestida de trigo y luz
Como se dormia
La tarde en tu pelo
Con un sueño
Inmensamente azul
La noche te vio bailar
Azul en los ojos
Del rocio
Adonde iria el viento
Que tu voz quedo conmigo
Luna, copla, rio, aroma,
Valle azul de zamba
Dulce region de mi soledad
Guardo aquel pañuelo azul
Que me diste en el adios
Te llevo la tarde
Rumbo a su misterio
Cuando agonizaba el sol
Pero te quedas
Ya quieta en el silencio
Donde duerme
El viento de mi voz.
Dicen que el olvido es cruel
Que no vuelve del adios
Pero mi guitarra
Suena a zamba tuya
Cuando por la noche estoy
Buscandole grillos
Que canten tu nombre
En la oscura voz
Del diapason
Zamba Azul
Como um amanhecer limpo
Era sua saia azul
Céu pela zamba
Duende pairava no ar
Enredando você na minha voz
Enquanto minha guitarra
Buscava na aurora
Coplas que cantassem
Nosso amor.
Sempre vou te lembrar
Junto à sua paisagem azul
Sombra que não esqueço
Silhueta do rio
Vestida de trigo e luz
Como a tarde dormia
Nos seus cabelos
Com um sonho
Imensamente azul.
A noite te viu dançar
Azul nos olhos
Do orvalho
Pra onde iria o vento
Que sua voz ficou comigo
Lua, copla, rio, aroma,
Vale azul de zamba
Doce região da minha solidão.
Guardo aquele lenço azul
Que você me deu na despedida
A tarde te leva
Rumo ao seu mistério
Quando o sol agonizava
Mas você fica
Já quieta no silêncio
Onde dorme
O vento da minha voz.
Dizem que o esquecimento é cruel
Que não volta da despedida
Mas minha guitarra
Soa a sua zamba
Quando à noite estou
Procurando grilos
Que cantem seu nome
Na voz escura
Do diapasão.
Composição: Armando Tejada Gomez, Tito Francia