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Gringa Chaqueña

Mercedes Sosa

Gringa Chaqueña

Ahora eres
La cuna de la paz
Y del trabajo
Cuando yo te habite
Eras puros tacuruses

Monte sin flor
Indiada y tolderia
Campos de espinas
Amargura, cruces ...

Sangre de mi gente
Tu horizonte maduro
Gringos te abonaron
Con su piel y su sudor

Dejame decir
Lo que yo te di
Dejame que cuente
De este chaco que hice yo

Yo te trabaje
Hice de tu piel
Una sombra nueva
Yo te di algodon
Hijos te brinde
Rostros de cosecha

Chaco montaraz
Toba redomon
Fui mujer entera

Tu tierra vacante
Fue una cuna grande
Aspera y materna

Tu esterilidad
Yo la fecunde
Cada luna nueva
Y dandote vida
Me he sentido yo
Bien gringa y tambien chaqueña

Gringa Chaqueña

Agora você é
O berço da paz
E do trabalho
Quando eu te habitei
Eras só mato

Mato sem flor
Indiada e acampamento
Campos de espinhos
Amargura, cruzes...

Sangue do meu povo
Teu horizonte maduro
Gringos te ajudaram
Com sua pele e seu suor

Deixa eu dizer
O que eu te dei
Deixa eu contar
Sobre esse chaco que eu fiz

Eu trabalhei em você
Fiz da sua pele
Uma sombra nova
Eu te dei algodão
Filhos te ofereci
Rostos de colheita

Chaco montanhoso
Toba redomon
Fui mulher inteira

Sua terra vazia
Foi um grande berço
Áspero e materno

Sua esterilidade
Eu a fecundei
Cada lua nova
E te dando vida
Eu me senti
Bem gringa e também chaqueña

Composição: Ariel Ramírez