Gringa Chaqueña
Ahora eres
La cuna de la paz
Y del trabajo
Cuando yo te habite
Eras puros tacuruses
Monte sin flor
Indiada y tolderia
Campos de espinas
Amargura, cruces ...
Sangre de mi gente
Tu horizonte maduro
Gringos te abonaron
Con su piel y su sudor
Dejame decir
Lo que yo te di
Dejame que cuente
De este chaco que hice yo
Yo te trabaje
Hice de tu piel
Una sombra nueva
Yo te di algodon
Hijos te brinde
Rostros de cosecha
Chaco montaraz
Toba redomon
Fui mujer entera
Tu tierra vacante
Fue una cuna grande
Aspera y materna
Tu esterilidad
Yo la fecunde
Cada luna nueva
Y dandote vida
Me he sentido yo
Bien gringa y tambien chaqueña
Gringa Chaqueña
Agora você é
O berço da paz
E do trabalho
Quando eu te habitei
Eras só mato
Mato sem flor
Indiada e acampamento
Campos de espinhos
Amargura, cruzes...
Sangue do meu povo
Teu horizonte maduro
Gringos te ajudaram
Com sua pele e seu suor
Deixa eu dizer
O que eu te dei
Deixa eu contar
Sobre esse chaco que eu fiz
Eu trabalhei em você
Fiz da sua pele
Uma sombra nova
Eu te dei algodão
Filhos te ofereci
Rostos de colheita
Chaco montanhoso
Toba redomon
Fui mulher inteira
Sua terra vazia
Foi um grande berço
Áspero e materno
Sua esterilidade
Eu a fecundei
Cada lua nova
E te dando vida
Eu me senti
Bem gringa e também chaqueña
Composição: Ariel Ramírez