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Mãe das Mães

Mercedes Sosa

Madre de Madres

Siempre he vivido madre
Atada a tu costado
A tu cordon de luna desolada,
Cardon que me respiras
Paloma que vigilas
Todas mis infinitas soledades.

Tu corazon me late,
Tu sangre me deshace,
Lloro todos los dias tus desdichas.
Paramo que enamoras
Cancion que canto a solas
Tan torturada y mia, tierra mia.

Hablo del barro antiguo
Del polen y del limo
Que el mar arrastra en muertos sin edades,
Hablo del niño a manos
De la metralla infame,
Hablo de tu dolor y mi pasado.

Utero dulce
Tu crisalida soy yo,
Madre de madres
Entibiame esta cancion,
Nunca nos fuimos de tu lado
Por amor.

Mãe das Mães

Sempre vivi, mãe
Atada ao teu lado
Ao teu cordão de lua desolada,
Cardo que me respiras
Pomba que vigias
Todas as minhas infinitas solidões.

Teu coração me bate,
Teu sangue me desfaz,
Choro todos os dias tuas desgraças.
Parada que enamoras
Canção que canto sozinha
Tão torturada e minha, terra minha.

Falo do barro antigo
Do pólen e do limo
Que o mar arrasta em mortos sem idades,
Falo da criança em mãos
Da metragem infame,
Falo da tua dor e do meu passado.

Útero doce
Teu casulo sou eu,
Mãe das mães
Aquece-me esta canção,
Nunca nos afastamos do teu lado
Por amor.

Composição: