Demasiado Grande (part. Iván Ferreiro)
No esperaba brisa fresca aquel ardor que me causaba
Dejar la ventana abierta de par en par
Era como estar en una fiesta de guitarras y de himnos
Que escribíamos de niños
Y sin darme cuenta
Olvidaba las tragedias, me alejaba de la senda
Se creaban las aceras al bailar con tu cadencia
Me nacían los poemas, me gustaban tus maneras
De impulsar con tu energía a todo aquel que te rodea
Es demasiado grande, eclipsa tanto brillo
Canciones, disparates en tardes de domingo
Delirios por el aire, deshielo tras el frío
Mirarte y no tenerle tanto miedo al precipicio
Es demasiado grande
Es demasiado grande
Llegan vientos de tormenta cuando el mar roza la arena
La lluvia en las aceras, el vaho en el cristal
Y era como vislumbrar la guerra, dos soldados bien cegados
Y estos labios no supieron pronunciar la paz
Se enredaba la corona en mi cabeza sin memoria
Por lo visto, respirar en singular está de moda
Está de moda
Es demasiado grande, abruma tanto ruido
Es lucha de gigantes en guerras sin sentido
Que no ha quedado nadie, que el reino está vacío
Hay humo y se ha hecho tarde en este laberinto
Es demasiado grande
Es demasiado grande, el vértigo es tan mío
Me alejo sin mirar lo que ha quedado en el camino
Parece un disparate volver al mismo sitio
Cantarnos la verdad, volver a ser quien fuimos
Muito Grande (part. Iván Ferreiro)
Não esperava a brisa fresca daquele ardor que me causava
Deixar a janela escancarada
Era como estar em uma festa de guitarras e hinos
Que escrevíamos quando éramos crianças
E sem perceber
Esquecia as tragédias, me afastava do caminho
As calçadas se formavam ao dançar com tua cadência
Os poemas nasciam em mim, gostava de tuas maneiras
De impulsionar com tua energia a todos ao redor
É muito grande, ofusca tanto brilho
Canções, bobagens em tardes de domingo
Devaneios no ar, degelo após o frio
Te olhar e não ter tanto medo do precipício
É muito grande
É muito grande
Chegam ventos de tempestade quando o mar toca a areia
A chuva nas calçadas, o vapor no vidro
Era como vislumbrar a guerra, dois soldados cegados
E estes lábios não souberam pronunciar a paz
A coroa se enroscava em minha cabeça sem memória
Parece que respirar sozinho está na moda
Está na moda
É muito grande, abruma tanto barulho
É luta de gigantes em guerras sem sentido
Que não sobrou ninguém, que o reino está vazio
Há fumaça e já é tarde neste labirinto
É muito grande
É muito grande, o vertigem é tão meu
Me afasto sem olhar o que ficou para trás
Parece um disparate voltar ao mesmo lugar
Cantar a verdade um para o outro, voltar a ser quem éramos