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Dimensões Erradas

Mersia

Dimensioni Sbagliate

Dalla polvere alle stelle
Oggi ho tante cose belle
Il traguardo che ho sognato
L'ho toccato
Ma le dita vuote ormai scopro già
Io adesso son qualcuno
Son baciata dal successo
Ho la macchina sportiva, ma confesso
Io non sono soddisfatta
La mia faccia non rispecchia me

Quando il morso della fame
Istigava il mio puntiglio
E sfidavo le montagne con orgoglio
Sono giunta fino a qua
Son rimasta senza amici
Ho diamanti, bei vestiti
Sempre in forma, ammirata, invidiata
E fuori ostento, ma muoio dentro

Più che mai non sono vera
E questa maschera di cera
È uno specchio un po' convesso
Che riflette ormai distorta la realtà
E che idiota io mi sento adesso
Io mi pento e poi sprofonderei
Ma resto ancora a galla
Come una farfalla a mezz'aria
Che cerca ancora un fiore

Ma non sono un tipo scialbo
Perché più non mi entusiasmo
Per le splendide finzioni
Dimensioni che pensavo vere
E poi mi sbagliai
E ormai ho capito
Che anche il capo di uno stato
È soltanto una cornice
Che finisce dove il quadro
È l'inizio di un perché

Io non sono certo il tipo
Che seduta su di un trono
Specialmente un trono finto
Mi convinco che io sono come un Dio
Che stupida sarei!
Guardo ingenua tra le siepi
E miro ancora ad altre mete
Come chi è poeta dentro
E il suo intento è soltanto
La poesia e niente più

Più che mai non sono vera
E questa maschera di cera
È uno specchio un po' convesso
Che riflette ormai distorta la realtà
E che idiota io mi sento adesso
Io mi pento e poi sprofonderei
Ma resto ancora a galla
Come una farfalla a mezz'aria
Che cerca ancora un fiore

Più che mai non sono vera
E questa maschera di cera
È uno specchio un po' convesso
Che riflette ormai distorta la realtà
E che idiota io mi sento adesso
Io mi pento e poi sprofonderei
Ma resto ancora a galla
Come una farfalla a mezz'aria
Che cerca ancora un fiore

Dimensões Erradas

Da poeira às estrelas
Hoje tenho tantas coisas boas
O objetivo que sonhei
Eu toquei
Mas as mãos vazias já percebo
Agora sou alguém
Estou sendo abraçada pelo sucesso
Tenho um carro esportivo, mas confesso
Não estou satisfeita
Meu rosto não reflete quem sou

Quando a fome me mordia
Instigava meu orgulho
E eu desafiava montanhas com garra
Cheguei até aqui
Fiquei sem amigos
Tenho diamantes, roupas bonitas
Sempre em forma, admirada, invejada
E por fora ostento, mas morro por dentro

Mais do que nunca não sou verdadeira
E essa máscara de cera
É um espelho um pouco convexo
Que reflete a realidade distorcida
E que idiota eu me sinto agora
Me arrependo e então afundaria
Mas ainda flutuo
Como uma borboleta no ar
Que ainda busca uma flor

Mas não sou uma pessoa sem graça
Porque já não me empolgo mais
Com as lindas ilusões
Dimensões que achava verdadeiras
E então me enganei
E agora entendi
Que até o chefe de um estado
É só uma moldura
Que termina onde o quadro
É o começo de um porquê

Eu definitivamente não sou o tipo
Que senta em um trono
Especialmente um trono falso
Me convenço de que sou como um Deus
Que estúpida eu seria!
Olho ingênua entre as cercas
E ainda miro outros destinos
Como quem é poeta por dentro
E seu objetivo é apenas
A poesia e nada mais

Mais do que nunca não sou verdadeira
E essa máscara de cera
É um espelho um pouco convexo
Que reflete a realidade distorcida
E que idiota eu me sinto agora
Me arrependo e então afundaria
Mas ainda flutuo
Como uma borboleta no ar
Que ainda busca uma flor

Mais do que nunca não sou verdadeira
E essa máscara de cera
É um espelho um pouco convexo
Que reflete a realidade distorcida
E que idiota eu me sinto agora
Me arrependo e então afundaria
Mas ainda flutuo
Como uma borboleta no ar
Que ainda busca uma flor

Composição: Ermanno Capelli / Raul Seixas