In A Market Dimly Lit
the bird that plucked the Olive Leaf
has been circling like a record never-ending in my mind
where the needle's worn the grooves too deep,
and scratched the wax that's blistered from the heat besides
so from any movement in the room-
if my cat walked by the arm skipped!
but to my surprise, my interrupting cat improved
a sound already so severely compromised
the needle's worn the grooves too deep
I'm a donkey's jaw on a desert dune
beside the bush that Moses saw
that burned and yet was not consumed
she's the silver coin I lost,
I'm the sheep who slipped away
we pray the fingers crossed
but you listen patiently anyway
I wrote a little song for you
with a melody I'd borrowed put to words that didn't rhyme
to repeat what you already knew
as the stones thrown at your window tapped a syncopated time
you kept a distance out of fear you'd break
but what good's a single windchime, hanging quiet all alone?
the music our collisions would make
is a sound that turns the road-that-leads-us-back-home
into Home.
the music our collisions make!
I had a rusty spade but I'm not the fighting sort
if I was Samson I'd have found that harlot's blade
and cut my own hair short!
then in a market dimly lit I come casually to pay
you see my coins are counterfeit
but accept them anyway
so spare me your goodbyes,
your waving-handkerchief-good-byes
given my tendency to err so on the sentimental side
I'll spare you my goodbyes,
the truth belongs to G-d,
the mistakes were mine
Em Um Mercado Mal Iluminado
o pássaro que arrancou a Folha de Oliveira
está rodando como um disco sem fim na minha mente
onde a agulha desgastou os sulcos demais,
e arranhou a cera que estourou do calor além
então, com qualquer movimento na sala-
se meu gato passar, o braço pula!
mas, para minha surpresa, meu gato interrompendo melhorou
um som que já estava tão severamente comprometido
a agulha desgastou os sulcos demais
sou a mandíbula de um burro em uma duna do deserto
perto do arbusto que Moisés viu
que queimou e ainda assim não foi consumido
ela é a moeda de prata que perdi,
eu sou a ovelha que escapuliu
rezamos com os dedos cruzados
mas você escuta pacientemente de qualquer forma
escrevi uma canção pequena pra você
com uma melodia que peguei emprestada, colocada em palavras que não rimam
para repetir o que você já sabia
enquanto as pedras jogadas na sua janela batiam em um tempo sincopado
você manteve distância com medo de quebrar
mas de que adianta um único sino de vento, pendurado quieto sozinho?
a música que nossas colisões fariam
é um som que transforma a estrada-que-nos-leva-de-volta-para-casa
em Casa.
a música que nossas colisões fazem!
eu tinha uma pá enferrujada, mas não sou do tipo briguento
se eu fosse Sansão, teria encontrado a lâmina daquela prostituta
e cortado meu próprio cabelo!
então, em um mercado mal iluminado, venho casualmente pagar
você vê, minhas moedas são falsas
mas aceita elas mesmo assim
então me poupe dos seus adeus,
dos seus adeus com lenço acenando
dada a minha tendência a errar tanto no lado sentimental
vou te poupar dos meus adeus,
a verdade pertence a Deus,
os erros foram meus