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As Cidades Hostis

Michel Sardou

Les villes hostiles

C'était mon quartier autrefois
Plus rien n'existe tout a changé
Même ma rue je ne la retrouve plus
On a dû reconstruire dessus.
Des fenêtres aveugles un peu partout
Derrière lesquelles on s'abrutit
Un verre de rouge et on oublie.

L'amour réduit à un seul geste.
Même pas l'amour, ce qu'il en reste.
Et puis le matin nettoie tout
Le grand balai des banlieusards
La bousculade sur les trottoirs
Et pas un mot n'est échangé

Y'a ces cités
Y'a ces cités maudites
Que tout l'monde veut quitter
Y'a ces cités
Et puis les villes hostiles
Hostiles et habitées
Ces villes sont des ruines neuves
Fardées comme des voitures volées.

Les solitudes on n'les compte plus
Elles s'agglutinent sous les feux rouges.
Quand un homme tombe, personne ne bouge.
On suit le mouvement des cohues.
Personne ne fait plus attention
Un homme assis avec son chien
Je passe devant et je ne vois rien.

Y'a ces cités
Y'a ces cités maudites
Que tout l'monde veut quitter
Y'a ces cités
Et puis les villes hostiles
Hostiles et habitées
Ces villes sont des ruines neuves
Fardées comme des voitures volées.

Y'a ces citées
Toutes ces cités maudites
Que tout l'monde veut quitter
Y'a ces cités
Et puis les villes hostiles
Hostiles et habitées
Ces villes sont des ruines neuves
Fardées comme des voitures volées.

As Cidades Hostis

Era meu bairro antigamente
Nada mais existe, tudo mudou
Até minha rua, não a reconheço mais
Tivemos que reconstruir em cima.
Janelas cegas por toda parte
Atrás das quais a gente se emburrece
Um copo de vinho e a gente esquece.

O amor reduzido a um só gesto.
Nem mesmo o amor, o que sobrou.
E então a manhã limpa tudo
A grande vassoura dos suburbano
A correria nas calçadas
E nem uma palavra é trocada.

Tem essas cidades
Tem essas cidades amaldiçoadas
Que todo mundo quer deixar
Tem essas cidades
E depois as cidades hostis
Hostis e habitadas
Essas cidades são ruínas novas
Maquiadas como carros roubados.

As solidões a gente já não conta mais
Elas se acumulam sob os semáforos.
Quando um homem cai, ninguém se mexe.
A gente segue o movimento das multidões.
Ninguém mais presta atenção
Um homem sentado com seu cachorro
Eu passo e não vejo nada.

Tem essas cidades
Tem essas cidades amaldiçoadas
Que todo mundo quer deixar
Tem essas cidades
E depois as cidades hostis
Hostis e habitadas
Essas cidades são ruínas novas
Maquiadas como carros roubados.

Tem essas cidades
Todas essas cidades amaldiçoadas
Que todo mundo quer deixar
Tem essas cidades
E depois as cidades hostis
Hostis e habitadas
Essas cidades são ruínas novas
Maquiadas como carros roubados.

Composição: Michel Sardou