Figli di Chi
I figli noi dell'inquietudine d'imbarazzanti perchè
sfidiamo amori e solitudine crediamo Dio ma dov'è
quei figli noi che si trasformano
distratti gli altri non si accorgono
certi che questa realtà non cambierà noi.
Figli di che figli di chi non massacrateci così
stesi sui muri tra i silenzi più duri
immaginiamo un futuro che faremo con voi.
Figli di che figli di chi nati da distrazioni si
figli di chi vuole darci l'amore
di chi prova a capire e a sbagliare con noi.
Così ci trovi in piedi nei fast-food
o a fare a botte perchè corriamo dietro le abitudini
quando la noia non c'è.
A far l'amore nelle macchine con tutti i vetri che si appannano
non dipendere da me impegnami a vivere.
Figli di che figli di chi non massacrateci così
figli di insulti ci fingiamo più adulti
siamo a volte violenti per paura o chissà.
Figli di che figli di chi non tratteneteci così
abbiamo bisogno di inventare di fare
scappare e tornare forse proprio da noi.
Chi dice che siamo persi che siamo noi diversi
il mondo è qui e si chiede perchè non può credere in me
fermarsi con me.
Figli di che figli di chi non massacrateci così
non dateci addosso dietro gli occhi sciupati
tra i pensieri affollati c'è anche posto per voi.
Figli di che figli di chi nati da distrazioni si
ma siamo noi quelli fatti così ritrovati e voluti
si ma figli di chi.
Figli di che figli di chi non massacrateci così
stesi sui muri tra i silenzi più duri
immaginiamo un futuro che faremo con voi.
Figli di che figli di chi nati da distrazioni si
figli di chi vuole darci l'amore di chi prova a capire
e a sbagliare con noi.
Filhos de Quem
Nós, filhos da inquietude, embaraçosos porque
desafiamos amores e solidão, acreditamos em Deus, mas onde está?
Aqueles filhos que se transformam
os distraídos, os outros não percebem
certos de que essa realidade não vai mudar pra nós.
Filhos de quem, filhos de quem, não nos massacrem assim
estendidos nas paredes entre os silêncios mais duros
imaginamos um futuro que faremos com vocês.
Filhos de quem, filhos de quem, nascidos de distrações sim
filhos de quem quer nos dar amor
de quem tenta entender e errar com a gente.
Assim te encontramos em pé nos fast-foods
ou brigando porque corremos atrás dos hábitos
quando o tédio não está.
Fazendo amor nos carros com todos os vidros embaçados
não dependa de mim, comprometa-se a viver.
Filhos de quem, filhos de quem, não nos massacrem assim
filhos de insultos, nos fingimos mais adultos
somos às vezes violentos por medo ou sei lá.
Filhos de quem, filhos de quem, não nos segurem assim
precisamos inventar, fazer
fugir e voltar, talvez, exatamente pra nós.
Quem diz que estamos perdidos, que somos diferentes
o mundo está aqui e se pergunta por que não pode acreditar em mim
parar comigo.
Filhos de quem, filhos de quem, não nos massacrem assim
não nos ataquem por trás dos olhos cansados
entre os pensamentos agitados, também há espaço pra vocês.
Filhos de quem, filhos de quem, nascidos de distrações sim
mas somos nós, aqueles feitos assim, reencontrados e desejados
sim, mas filhos de quem.
Filhos de quem, filhos de quem, não nos massacrem assim
estendidos nas paredes entre os silêncios mais duros
imaginamos um futuro que faremos com vocês.
Filhos de quem, filhos de quem, nascidos de distrações sim
filhos de quem quer nos dar amor, de quem tenta entender
e errar com a gente.