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Justiça Ranchera

Miguel Aceves Mejía

Justicia Ranchera

Yo soy el hombre que fue sentenciado, después libertado
Porque maté al patrón que había burlado
Derecho y libertad en un sembrado
Que supe trabajar de sol a sol

Mi jacalito, también mi maicito se hallaba perdido
Diez años de labor y sacrificio
Y sin poder lograr para mis hijos
La tierra que es el pan de un labrador

Por la justicia y la razón yo le hice ver a mi patrón
Que me dejara trabajar para acabarle de pagar
Y el muy ingrato me corrió prendiendo fuego a mi jacal
Con su caballo pisoteó de mi trabajo aquel maizal

Los agraristas que fueron testigos y son mis amigos
Me dieron por la ley las instrucciones
Firmándome un papel de peticiones
En contra del patrón que no aceptó

Y con la rabia de verse perdido sacó la pistola
Y luego disparó fallando el tiro
Matando a mi mujer que en mala hora
Me quiso proteger de aquel matón

En ese instante me cegué y ya no supe más de mí
Ni cuántos tiros le metí y el corazón le atravesé
Y aquí termino de cantar para que sepa la nación
Y no se dejen explotar los campesinos del patrón

Justiça Ranchera

Eu sou o homem que foi sentenciado, depois libertado
Porque matei o patrão que me enganou
Direito e liberdade em um plantio
Que eu soube trabalhar de sol a sol

Meu casebre, também meu milharal estava perdido
Dez anos de trabalho e sacrifício
E sem conseguir garantir para meus filhos
A terra que é o pão de um lavrador

Pela justiça e pela razão eu fiz meu patrão ver
Que me deixasse trabalhar pra eu acabar de pagar
E o ingrato me mandou embora, ateando fogo no meu casebre
Com seu cavalo pisoteou meu milharal

Os agraristas que foram testemunhas e são meus amigos
Me deram pela lei as instruções
Assinando um papel de petições
Contra o patrão que não aceitou

E com a raiva de se ver perdido, sacou a pistola
E então disparou, errando o tiro
Matando minha mulher que em má hora
Quis me proteger daquele matador

Nesse instante eu me ceguei e já não soube mais de mim
Nem quantos tiros eu dei e o coração atravessado
E aqui termino de cantar pra que a nação saiba
E não deixem os camponeses serem explorados pelo patrão

Composição: Victor Cordero