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25 de Dezembro

Miguel Angel Oroyo Perez

25 De Diciembre

Diciembre otra vez con su mentira envuelta
Las calles disfrazadas de amor que nadie siente
Observo las vitrinas pidiendo sacrificios
Mientras las tarjetas sangran por tradición

La lógica es simple, pero nadie la menciona
Reunirse una vez al año no borra once meses
Mi familia perfecciona sus actuaciones
Ensayando sonrisas que cuestan más que el pavo

Mesas largas donde cada quien calcula
Quién heredó más, quién fracasó mejor
Abrazos medidos con balanza oculta
Conversaciones llenas de veneno diluido

No soy el villano por nombrar lo evidente
Solo cuento lo que todos prefieren ignorar
Las luces cuelgan tristes de edificios vacíos
Como mentiras bonitas que nadie va a cumplir

Diciembre gélido, hipocresía en vasos
Brindis forzados, rencores camuflados
No finjo emociones que el calendario dicta
Observo desde afuera esta farsa colectiva

Tíos que no se hablan fingen tolerancia
Por unas horas compran la paz con vino tinto
Primos comparando logros como gladiadores
Mientras la abuela sonríe sin entender por qué

Regalos envueltos en culpa disfrazada
Obligaciones anuales vestidas de cariño
Nadie pregunta cómo estuve en agosto
Pero en diciembre todos actúan preocupados

El árbol se marchita igual que las promesas
Que hacemos borrachos antes del año nuevo
Fotografías forzadas para redes sociales
Prueba fehaciente de que somos funcionales

Yo solo soy honesto en medio del teatro
No necesito nieve artificial para existir
Prefiero la verdad aunque incomode
Que el espectáculo tibio de afecto temporal

Diciembre gélido, hipocresía en vasos
Brindis forzados, rencores camuflados
No finjo emociones que el calendario dicta
Observo desde afuera esta farsa colectiva

Veinticinco de diciembre, otro día más
Sin magia, sin milagros, solo horas que pasan
Me quedo con mi lógica fría y mi silencio
Mientras ustedes actúan en su obra anual

25 de Dezembro

Dezembro de novo com sua mentira disfarçada
As ruas enfeitadas de amor que ninguém sente
Observo as vitrines pedindo sacrifícios
Enquanto os cartões sangram por tradição

A lógica é simples, mas ninguém menciona
Reunir uma vez por ano não apaga onze meses
Minha família aperfeiçoa suas atuações
Ensaiando sorrisos que custam mais que o peru

Mesas longas onde cada um calcula
Quem herdou mais, quem fracassou melhor
Abraços medidos com balança escondida
Conversas cheias de veneno diluído

Não sou o vilão por nomear o óbvio
Só conto o que todos preferem ignorar
As luzes pendem tristes de prédios vazios
Como mentiras bonitas que ninguém vai cumprir

Dezembro gelado, hipocrisia em copos
Brindes forçados, rancores camuflados
Não finjo emoções que o calendário dita
Observo de fora essa farsa coletiva

Tios que não se falam fingem tolerância
Por algumas horas compram a paz com vinho tinto
Primos comparando conquistas como gladiadores
Enquanto a avó sorri sem entender por quê

Presentes embrulhados em culpa disfarçada
Obrigações anuais vestidas de carinho
Ninguém pergunta como estive em agosto
Mas em dezembro todos agem preocupados

A árvore murcha igual às promessas
Que fazemos bêbados antes do ano novo
Fotografias forçadas para redes sociais
Prova irrefutável de que somos funcionais

Eu só sou honesto no meio do teatro
Não preciso de neve artificial para existir
Prefiro a verdade, mesmo que incomode
Do que o espetáculo morno de afeto temporário

Dezembro gelado, hipocrisia em copos
Brindes forçados, rancores camuflados
Não finjo emoções que o calendário dita
Observo de fora essa farsa coletiva

Vinte e cinco de dezembro, mais um dia
Sem magia, sem milagres, só horas que passam
Fico com minha lógica fria e meu silêncio
Enquanto vocês atuam em sua peça anual

Composição: Miguel Angel Oroyo Perez