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Não Qualquer Um É Companhia

Miguel Angel Oroyo Perez

No Cualquiera Es Compañía

Pasé noches hablando con el techo
Preguntándole al tiempo por qué te fuiste
Creí que tener a alguien cerca
Era amar, sin saber lo que perdiste
Y me aferré a mil presencias vacías
Solo por no dormir en mi esquina
Hasta que un día la soledad, tranquila
Me dijo bajito: No cualquiera es compañía

Me abrazaron cuerpos sin alma
Me besaron bocas sin rumbo
Y entre abrazos sin sentido
Fui cayendo, más profundo
Porque hay gente que está y no llena
Que te mira, pero no te siente
Y el silencio se vuelve maestro
Cuando la ausencia es decente

Hoy prefiero estar solo conmigo
Que mal acompañado contigo
Hoy entendí que una risa falsa
Duele más que un grito sin abrigo
La soledad me puso de frente
Me quitó a los que no eran verdad
Y me enseñó que el amor no es llenar espacios
Sino sanar en paz, en la oscuridad

La soledad te enseña
Cuando se vuelve tu amiga
Que no cualquiera que llegue
Te hace bien en la vida

Não Qualquer Um É Companhia

Passei noites falando com o teto
Perguntando ao tempo por que você foi embora
Achei que ter alguém por perto
Era amar, sem saber o que se perdeu
E me agarrei a mil presenças vazias
Só pra não dormir na minha esquina
Até que um dia a solidão, tranquila
Me disse baixinho: Não qualquer um é companhia

Me abraçaram corpos sem alma
Me beijaram bocas sem rumo
E entre abraços sem sentido
Fui caindo, mais profundo
Porque tem gente que está e não preenche
Que te olha, mas não te sente
E o silêncio se torna mestre
Quando a ausência é decente

Hoje prefiro estar só comigo
Do que mal acompanhado com você
Hoje entendi que uma risada falsa
Dói mais que um grito sem abrigo
A solidão me pôs de frente
Me tirou quem não era verdade
E me ensinou que o amor não é preencher espaços
Mas sim curar em paz, na escuridão

A solidão te ensina
Quando se torna sua amiga
Que não qualquer um que chega
Te faz bem na vida

Composição: Miguel Angel Oroyo Perez