Óyeme (part. Raúl Iriarte)
Óyeme hablemos del adiós
Tu forma de partir
Nos dio la sensación
De un arco de violín
Clavado en un gorrión
Sálvame
Que anoche comprendí
Que es corta una canción
Para poder llorar
La desesperación de tanta soledad
Óyeme me tienes que escuchar
Si ayer que pude hablar
Pensaba de perfil
Ahora que no estás
No sé pensar en ti
Llorar ya no podré
Y con llorar
Igual no ha de volver
Por eso, grito mi dolor desesperado
Como hincado en las ternuras del pasado
Porque el pasado
Es una noria de preguntas
Que me deja
Con las manos
Siempre juntas
Pidiendo para qué
Y no poder llorar es comprender
Que no vendrás
Óyeme me tienes que escuchar
Por más que quiera más
La ausencia a ser más cruel
Aquí todo está igual
E igual te esperaré
Escute-me (part. Raúl Iriarte)
Escute-me, falemos sobre o adeus
Sua forma de partir
Nos deu a sensação
De um arco de violino
Cravado em um pardal
Salve-me
Pois ontem compreendi
Que uma música é curta
Para poder chorar
A desesperação de tanta solidão
Escute-me, você tem que me ouvir
Se ontem que pude falar
Pensava de lado
Agora que não está
Não consigo pensar em você
Chorar não poderei mais
E com chorar
Igual não voltará
Por isso, grito minha dor desesperada
Como cravado nas ternuras do passado
Porque o passado
É uma roda-gigante de perguntas
Que me deixa
Com as mãos
Sempre juntas
Pedindo para quê
E não poder chorar é compreender
Que você não virá
Escute-me, você tem que me ouvir
Por mais que queira mais
A ausência se torna mais cruel
Aqui tudo está igual
E igual te esperarei