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O Homem do Piano

Miguel Inzunza

El hombre del piano

Esta es la historia
de un sabado
que no importa que mes
y de un hombre sentado al piano
que no importa que viejo cafe

Toma el vaso y le tiemblan las manos
apestando entre humo y sudor
y se agarra su tabla de naufrago
volviendo a su eterna cancion

toca otra vez viejo perdedor
haces que me sienta bien
es tan triste la noche que tu cancion
sabe a derrota y miel

cada ves que el espejo
de la pared le devuelve mas joven la piel
se le encienden los ojos
y su niñez viene a tocar junto a el

pero siempre hay borrachos con babas
que le recuerdan quien fue
el mas joven maestro al piano
vencido por una mujer

ella siempre temia echar raices
que pudieran sus alas cortar
y en la jaula metida
la vida se le iba
y quizo sus fuerzas probar

no lamenta que de malos pasos
aunque nunca desea su mal
pero a ratos con furia golpea a el piano
y algunos le han visto llorar

toca otra vez viejo perdedor
haces que me sienta bien
es tan triste la noche
que tu cancion
sabe a derrota y a miel

el microfono huele a cerveza
y el calor se podria cortar
solitarios obscuros buscando pareja
apurandose a un sabado mas

y un hombre aferrado al piano
la emocion empapada en alcohol
y una voz que le dice pareces cansado
y aun no a salido ni el sol

toca otra vez viejo perdedor
haces que me sienta bien
es tan triste la noche
que tu cancion
sabe a derrota y a miel.

O Homem do Piano

Essa é a história
de um sábado
que não importa o mês
e de um homem sentado ao piano
que não importa o velho bar

Ele pega o copo e as mãos tremem
fedendo entre fumaça e suor
e se agarra à sua tábua de náufrago
voltando à sua eterna canção

toca de novo, velho perdedor
você faz eu me sentir bem
é tão triste a noite que sua canção
sabe a derrota e a mel

cada vez que o espelho
da parede lhe devolve a pele mais jovem
seus olhos se acendem
e sua infância vem tocar junto a ele

mas sempre tem bêbados babando
que lembram quem ele foi
o mais jovem mestre ao piano
vencido por uma mulher

ela sempre temia criar raízes
que pudessem cortar suas asas
e na jaula presa
a vida ia embora
e quis testar suas forças

não se lamenta por passos errados
embora nunca deseje seu mal
mas às vezes com fúria bate no piano
e alguns já o viram chorar

toca de novo, velho perdedor
você faz eu me sentir bem
é tão triste a noite
que sua canção
sabe a derrota e a mel.

o microfone cheira a cerveja
e o calor poderia ser cortado
solitários obscuros buscando par
se apressando para mais um sábado

e um homem agarrado ao piano
a emoção embriagada em álcool
e uma voz que lhe diz parece cansado
e o sol ainda não saiu.

toca de novo, velho perdedor
você faz eu me sentir bem
é tão triste a noite
que sua canção
sabe a derrota e a mel.