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Imperfeito (Ao Cruzar as Portas)

Miguel Silva

Imperfecto (Al Cruzar Las Puertas)

Era un día, y yo
Dentro de casa, cansado del mismo, y sucedió
En esta vez, quise salir
Todo afuera atraía con brillo, y yo huí

Al cruzar las puertas, soñé
De él mundo quise ser Rey
Quise escribir algo nuevo
Usando solamente mis manos

Los sueños que anhelaba, las cosas que deseaba
Lo que toqué, lo llegué, poseí, me rendi a la ilusión
Más me di cuenta que me perdí, intentando encontrar lugar
Fue tan profundo que eu pozo más hondo no tiene lugar para Ti

Entonces vi que nada gané
Los que amé, los perdí, los dejé, los abandoné
¿Y si lo intento, si regreso? ¿Será que me queda lugar?
¿Podré reanudar mi dirección

Al cruzar las puertas, vi el error que cometí
Lo que conquisté puedo ver goteando por entre mis manos
Los muros fueron protección, quise tener libertad
Huí de mi abrigo, encontré el peligro, hoy ya soy soledad, hoy ya soy soledad

Volveré a casa, es la solución
Caminaré correndo en tu dirección
Me cansé de odisea impulsada a orgullo
A presunción

En un instante, yo veo el padre acercándose
No sé si hay perdón, más necesito intentarlo
Yo me rindo a tus pies y empiezo clamar

Ni sé como voy a contarte
No sé si es demasiado tarde
Padre, me humillo, convierto en tu siervo
Quiero regresar

Entonces Él me alcanzó
Correndo me abrazó
Yo ya era otro, más tu amor no cambió
Dice: Mi hijo, te perdono
Te esperé por mucho tiempo
Soy Tu amigo
A todos el padre dice: ¡Mi hijo a volvido!

Imperfeito (Ao Cruzar as Portas)

Era um dia, e eu
Dentro de casa, cansado do mesmo, e aconteceu
Dessa vez, quis sair
Tudo lá fora brilhava, e eu fugi

Ao cruzar as portas, sonhei
Quis ser Rei do mundo
Quis escrever algo novo
Usando apenas minhas mãos

Os sonhos que eu desejava, as coisas que queria
O que toquei, o que alcancei, possuí, me rendi à ilusão
Mas percebi que me perdi, tentando encontrar um lugar
Foi tão profundo que esse poço mais fundo não tem lugar para Ti

Então vi que nada ganhei
Os que amei, perdi, deixei, abandonei
E se eu tentar, se eu voltar? Será que ainda tem lugar?
Poderei retomar minha direção

Ao cruzar as portas, vi o erro que cometi
O que conquistei posso ver escorrendo entre minhas mãos
As paredes foram proteção, quis ter liberdade
Fugi do meu abrigo, encontrei o perigo, hoje sou solidão, hoje sou solidão

Voltarei para casa, essa é a solução
Caminharei correndo na sua direção
Cansei da odisséia movida pelo orgulho
Pela presunção

Em um instante, vejo o pai se aproximando
Não sei se há perdão, mas preciso tentar
Me rendo aos seus pés e começo a clamar

Nem sei como vou te contar
Não sei se é tarde demais
Pai, me humilho, me torno seu servo
Quero voltar

Então Ele me alcançou
Correndo me abraçou
Eu já era outro, mas seu amor não mudou
Diz: Meu filho, te perdoo
Esperei por muito tempo
Sou seu amigo
A todos o pai diz: Meu filho voltou!

Composição: Miguel Silva