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O Presente

Mikel Izal

El Presente

Han pasado diez años desde que te vi perdido en el fondo
De una mañara de ideas
Buscando entre miles de vidas extrañas
Me decías que a veces no eras feliz
Y que te contará
Si un día podrías pararte y mirarte como los demás te miraban

Me pediste que no me olvidara de ti
Como intentabas curarnos y hacernos reír
Vivias en miles de cuerpos, en miles de camas
Que nunca hablaban de vises, no hacían café, no te despertaban
Confesaste una noche de fiesta en Madrid lo que sospechabas
Que no serias capaz de dejarte querer y arriesgarte a quedarte sin nada

Me pediste que no te dejara caer
Que no permitiera que ardieras en tú propias llamas

Y yo espero hacer lo mejor
Y que no pase lo que tú esperabas que pasara con nosotros dos
Y hoy voy a quitarte la razón
Que te daba aquellos días en los que me maldecías
Y pensabas que no había solución

Preguntaste si alguna de las fantasías que te inventabas
Había llegado alguna vez a ocurrir
Yo te dije que no me acordaba
Prometiste intentar no volver a medir cada puta palabra
No volver a esconderte detrás de silencios y bromas privadas
Me pediste que hablara de ti, que escribiera la vida
Y la suerte que entonces llevabas

Prometiste que ya no te asustaría cada movimiento en falso de las ramas
De los árboles, un bosque, una montaña de donde no habías estado ni estarías
Y que el viento nos arrastre, si eso quiere, te decía yo intentando convencerte
Respondiste que con eso te bastaba
Que la vida si es real a veces duele

Y yo espero hacer lo mejor
Y que no pase lo que tú esperabas que pasara con nosotros dos
Y hoy voy a quitarte la razón
Que te daba aquellos días en los que me maldecías
Y pensabas que no había solución

Y yo espero hacer lo mejor
Y que no pase lo que tú esperabas que pasara con nosotros dos
Y hoy voy a quitarte la razón
Que te daba aquellos días en los que me maldecías
Y pensabas que no había solución

O Presente

Passaram-se dez anos desde que te vi perdido no fundo
De uma manhã de ideias
Procurando entre mil vidas estranhas
Você me dizia que às vezes não era feliz
E que eu contasse
Se um dia poderia se levantar e se olhar como os outros te olhavam

Você me pediu para não te esquecer
Enquanto tentava nos curar e nos fazer rir
Você vivia em mil corpos, em mil camas
Que nunca falavam de desejos, não faziam café, não te acordavam
Você confessou numa noite de festa em Madrid o que suspeitava
Que não seria capaz de se deixar amar e arriscar ficar sem nada

Você me pediu para não te deixar cair
Para não permitir que você queimasse em suas próprias chamas

E eu espero fazer o melhor
E que não aconteça o que você esperava que acontecesse entre nós dois
E hoje vou tirar sua razão
Que te dava aqueles dias em que você me amaldiçoava
E pensava que não havia solução

Você perguntou se alguma das fantasias que você inventava
Alguma vez aconteceu
Eu disse que não me lembrava
Você prometeu tentar não medir cada maldita palavra
Não se esconder mais atrás de silêncios e piadas privadas
Você me pediu para falar de você, para escrever sobre a vida
E a sorte que você carregava naquela época

Você prometeu que não teria mais medo de cada movimento errado dos galhos
Das árvores, de uma floresta, de uma montanha onde você nunca esteve e nunca estaria
E que o vento nos arraste, se assim quiser, eu dizia tentando te convencer
Você respondeu que isso seria suficiente para você
Que a vida, se é real, às vezes dói

E eu espero fazer o melhor
E que não aconteça o que você esperava que acontecesse entre nós dois
E hoje vou tirar sua razão
Que te dava aqueles dias em que você me amaldiçoava
E pensava que não havia solução

E eu espero fazer o melhor
E que não aconteça o que você esperava que acontecesse entre nós dois
E hoje vou tirar sua razão
Que te dava aqueles dias em que você me amaldiçoava
E pensava que não havia solução

Composição: Mikel Izal