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Pode Ser Você

Miki González

Puedes Ser Tú

Por la selva de asfalto anda el hombre
Entre fieras, hombres como él
Se pelea por la supervivencia

Así es la vida del hombre aquí en la gran ciudad
Si es que va a sobrevivir, nadie puede asegurar
No preguntes, tampoco sé

En la selva existen intereses
El prestigio y la posición
(Posición, posición)
Fieras grandes se comen a las chicas

Y la selva es implacable cuando aplica su ley
No le importa a quién aplasta
Hoy traidor, mañana rey
Elitismo, marginación

Las argollas de tantos mediocres
Aseguran su exclusividad (exclusividad)
Conocidos, recomendaciones

¿Me recuerdas?, ¡yo soy fulanito!, ¡qué barbaridad!
Estos patas ni las migas dejan para los demás
Lambiscones, ¡estoy asa'o!

La marina está en Ayacucho
(Un, dos, tres)
En la selva, control militar
En la plaza San Martín en Lima, rochabus mojando

Y me dice que no hay golpe, que no hay golpe militar
Pero esto me recuerda cuando había un general
En palacio, me huele mal

Ellos culpan, ¿a quién?
Al narcoterrorismo (yeah, yeah, yeah)
Es por eso que hay represión
(Represión, represión, represión)

Me asustan las bombas y atentados
(Ay, qué miedo, mira)
Pero a mí me da más miedo, me da miedo y pavor
El terrorismo de estado y la desaparición
Las torturas, puedes ser tú

Así es la vida del hombre aquí en la gran ciudad
No le importa a quién aplasta
Hoy traidor, mañana rey
Elitismo, ¡estoy asa'o!

Pode Ser Você

Pela selva de asfalto anda o homem
Entre feras, homens como ele
Brigando pela sobrevivência

Assim é a vida do homem aqui na grande cidade
Se é que vai sobreviver, ninguém pode garantir
Não pergunte, eu também não sei

Na selva existem interesses
Prestígio e posição
(Posição, posição)
Feras grandes devoram as garotas

E a selva é implacável quando aplica sua lei
Não importa a quem ela esmaga
Hoje traidor, amanhã rei
Elitismo, marginalização

As correntes de tantos medíocres
Asseguram sua exclusividade (exclusividade)
Conhecidos, recomendações

"Me lembra? Eu sou fulanito! Que barbaridade!"
Esses caras nem as migalhas deixam pros outros
Puxa-sacos, tô na pior!

A marinha tá em Ayacucho
(Um, dois, três)
Na selva, controle militar
Na praça San Martín em Lima, rochabus molhando

E me diz que não tem golpe, que não tem golpe militar
Mas isso me lembra quando tinha um general
No palácio, tá fedendo

Eles culpam, quem?
O narcoterrorismo (é, é, é)
É por isso que tem repressão
(Repressão, repressão, repressão)

Me assustam as bombas e atentados
(Ai, que medo, olha)
Mas pra mim dá mais medo, dá medo e pavor
O terrorismo de estado e o desaparecimento
As torturas, pode ser você

Assim é a vida do homem aqui na grande cidade
Não importa a quem ela esmaga
Hoje traidor, amanhã rei
Elitismo, tô na pior!