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Vida em Pausa

MILT-ON

Life On Pause

Tick, no sound
Room held still
Breath on pause
Skin remembers

Clock's been locked like my heart
Hands won't move, falling dark
Days repeat in the same disguise
Same streetlights, same goodbyes

Life pressed stop, mid-frame
Same reflection, different name
I walk circles in borrowed time
Every step feels rehearsed, designed

I don't scream
I don't run
I just wait for the numb to crack
Under skin
Something hums
Like a signal pulling me back

Clock was locked, heart in chains

I stayed where the silence grows
Counting every breath you stole
Time moves but I remain
Life on pause inside the pain
But the pulse never really died
It was hiding under my skin tonight

Same routine, same fight
Same dark, different light
I return, not clean, not new
Just alive again, breaking through

Morning comes like a copy-paste
Coffee, streets, familiar face
Every motion on auto-play
But my chest still learns how to stay

Scars don't fade, they repeat
Like a drum under concrete feet
Every fall leaves a quiet mark
Maps the way back into the dark

I don't pray
I don't plead
I just listen to the ache
Every breath
Cuts me free
From the habit of yesterday

Clock was locked, heart in chains
Life on pause, looping days
But the pulse never really died
It was hiding under my skin tonight

Same routine, same fight
Same dark, different light
I return, not clean, not new
Just alive again, breaking through

Tick returns
Soft and slow
Like a wound learning how to close
If I break
Let it show
I'm still here, that's all I know

Clock unlocks, heart still aches
Life resumes with all its weight
I don't erase where I've been
I let it live under my skin

Same routine, but I stay
Same pain, I don't turn away
I return through the cracks I knew
Still breathing, still breaking through

Tick by tick
I begin
Still alive
Under my skin

Vida em Pausa

Tique, sem som
Quarto parado
Respiração em pausa
Pele se lembra

Relógio trancado como meu coração
Mãos não se movem, caindo na escuridão
Dias se repetem na mesma fantasia
Mesmas luzes, mesmas despedidas

Vida apertou o stop, no meio do quadro
Mesma reflexão, nome diferente
Eu ando em círculos no tempo emprestado
Cada passo parece ensaiado, planejado

Eu não grito
Eu não corro
Eu só espero o entorpecimento rachar
Sob a pele
Algo ressoa
Como um sinal me puxando de volta

Relógio estava trancado, coração em correntes

Eu fiquei onde o silêncio cresce
Contando cada respiração que você roubou
O tempo passa, mas eu permaneço
Vida em pausa dentro da dor
Mas o pulso nunca realmente morreu
Estava escondido sob minha pele esta noite

Mesma rotina, mesma luta
Mesma escuridão, luz diferente
Eu volto, não limpo, não novo
Apenas vivo de novo, rompendo

A manhã chega como um copiar e colar
Café, ruas, rosto familiar
Cada movimento em auto-reprodução
Mas meu peito ainda aprende a ficar

Cicatrizes não desaparecem, elas se repetem
Como um tambor sob pés de concreto
Cada queda deixa uma marca silenciosa
Mapeia o caminho de volta para a escuridão

Eu não rezo
Eu não imploro
Eu só ouço a dor
Cada respiração
Me liberta
Do hábito de ontem

Relógio estava trancado, coração em correntes
Vida em pausa, dias em loop
Mas o pulso nunca realmente morreu
Estava escondido sob minha pele esta noite

Mesma rotina, mesma luta
Mesma escuridão, luz diferente
Eu volto, não limpo, não novo
Apenas vivo de novo, rompendo

Tique retorna
Suave e lento
Como uma ferida aprendendo a fechar
Se eu quebrar
Deixe mostrar
Eu ainda estou aqui, isso é tudo que sei

Relógio destranca, coração ainda dói
A vida recomeça com todo seu peso
Eu não apago onde estive
Eu deixo viver sob minha pele

Mesma rotina, mas eu fico
Mesma dor, eu não desvio o olhar
Eu volto através das fissuras que conhecia
Ainda respirando, ainda rompendo

Tique por tique
Eu começo
Ainda vivo
Sob minha pele

Composição: Marcelo Aguero