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Quimey Neuquén (Romance-loncomeo) (part. Marcelo Berbel y Los Mellizos Pehuenches)
Milton Aguilar
Quimey Neuquén (Romance-loncomeo) (parte. Marcelo Berbel e Los Mellizos Pehuenches)
Quimey Neuquén (Romance-loncomeo) (part. Marcelo Berbel y Los Mellizos Pehuenches)
Aqui estou eu no meu neuquénAquí estoy en mi neuquén
Semeadura do homem-árvoreHombre-árbol semillando
Com a força do pehuénCon la fuerza del pehuén
E a doçura das macieirasY el dulzor de los manzanos
A cordilheira olhou para mimMe miró la cordillera
Com os olhos de seus lagosCon los ojos de sus lagos
E eles galopam pelo meu sangueY galopan por mi sangre
Seus feitiços antigosSus hechizos milenarios
O vento me deu seu gritoEl viento me dio su grito
O calcário e sua canção selvagemEl limay su agreste canto
O velho machi quillemLa vieja machi quillem
A magia de seus verõesLa magia de sus veranos
Vento no gritoViento metido en el grito
Está sacudindo minhas águasVa agitando mis remansos
E minha voz estilhaçaY se hace astillas mi voz
Quando ele quer cantarCuando quiere hacerse canto
Altivo, ousado, arroganteAltivo, audaz, arrogante
Com milenar araucanoCon milenaje araucano
Ganhei estatura na minha terraCobré estatura en mi tierra
Me alimentando em seu coloNutriéndome en su regazo
Pinhão, michay, morangoPiñón, michay, frutilla
Eles me deram sabor indianoMe dieron sabor indiano
Orgulho de ser neuquenOrgullo de ser neuquino
Com o pulso do rio azedoCon pulso del río agrio
Eu escalei a sombra da árvoreTrepé la sombra del árbol
No meio do verãoPor el centro del verano
Eu voltei no invernoRegresé en el invierno
Montando em um potro brancoMontado en un potro blanco
Eu andei por ligas de sonhoAnduve leguas de ensueño
De angostura a varvarcoDe la angostura a varvarco
E eu encontrei a hora de dormirY encontré al tiempo dormido
Nos chenques araucanosEn los chenques araucanos
A lua saiu para me olharLa Luna salió a mirarme
Com um cultrún na mãoCon un cultrún en la mano
Os machis reuniram diasLas machis juntaban días
Nas costas de marçoEn las orillas de marzo
E com sua antiga presençaY con su antigua presencia
Os senhores esquecidosLos señores olvidados
Eles espremeram sua tristezaApretaban su tristeza
Nas paredes de pedra da fadigaEn las pircas del cansancio
Lanín flamejou acimaLanín arriba flameaba
O paraíso dos meus compatriotasEl cielo de mis paisanos
E eles voltaram com um apeloY volvieron con un ruego
Entre o silêncio e os lábiosEntre el silencio y los labios
O nguillatún os chamouEl nguillatún los llamaba
Com uma voz de névoa e pôr do solCon voz de bruma y ocaso
E eles até oraram na ÍndiaY hasta rezaron en indio
Os de namuncurá, o santoLos de namuncurá, el santo
Pelas areias selvagensPor las arenas bravías
Eu estava rolando minha trilhaIba rodando mi rastro
E o vento estava entretendoY el viento se entretenía
Despindo seu passadoDesnudando su pasado
Sonhos de cerâmicaSueños de alfarería
Quebrado em uma jarraQuebrados en un cántaro
Por sua boca despedaçadaPor su boca destrozada
A lama ainda reclamavaSe quejaba aún el barro
Terra mapuche, minha terraTierra mapuche, mi tierra
Mantenha seu próprio choroConserva su propio llanto
E cante suas alegriasY canta sus alegrías
No gnu de seus pássarosEn el ñorquín de sus pájaros
Nenhum tem sotaqueNinguna tiene su acento
Nem suas florestas, nem seus lagosNi sus bosques, ni sus lagos
Nem seus rios corajososNi sus ríos corajudos
Galope em fugaDe galope desbocado
Com o limay, o neuquénCon el limay, el neuquén
A pátria fará seu milagreLa patria hará su milagro
A grandeza floresceráFlorecerá la grandeza
Quanto e quanto nós sonhamosQue tanto y tanto soñamos
Quando eles seguram sua fúriaCuando sujetan su furia
Chocón, colinas vermelhasChocón, cerros colorados
Um complexo de letras maiúsculasUn complejo de mayúsculas
Hino de paz e trabalhoHimno de paz y trabajo
Eles bateram pelas minhas origensLaten por mis orígenes
Os vulcões em colapsoLos volcanes derrumbados
Deuses de fogos violentosDioses de fuegos violentos
Mergulhado em letargiaHundidos en un letargo
Onde o sangue termalDonde la sangre termal
Fundador dos milagresFundadora de milagros
Aqueles que deram copahueLos que a copahue dieron
Vida em águas e lamaLa vida en aguas y barros
E quando eu vejo meu desertoY cuando veo mi desierto
Por torres crucificadasPor torres crucificado
Dê seu coraçãoRegalar su corazón
De óleo milenarDe petróleo milenario
Eu corro no golfo do ventoCorro en el malón del viento
Sem esporas ou cavaloSin espuelas ni caballo
Com um orgulho selvagemCon un orgullo salvaje
Argentino e civilDe argentino y de paisano
E na boca do machisY en la boca de las machis
Minha musica é temperadaSe va templando mi canto
No choro mais velhoEn el grito más antiguo
Prisioneiro de urânioPrisionero del uranio
E amanhecer douradoY amanecido de oro
Eu vou descerMe voy a andacollo abajo
Sonhando por suas margensSoñando por sus orillas
Velhos sonhos acordadosViejos sueños desvelados
E eu subo, no apito do arrieiroY subo, en el silbo arriero
Nas encostas de PalauPor las cuestas del palao
Existem ervas daninhas milagrosasHayo yuyos milagreros
Protegido pelo ñancoCustodiados por el ñanco
Luas quebradas em los cohiuesLunas rotas en los cohiues
Incêndios em Los ñirantosIncendios en los ñirantos
Derrama aquela risadaVertientes que se ríen
Com olhos geladosCon los ojos escarchados
Da neve mais altivaDe la nieve más altiva
Fugitivo da lamaFugitiva de los barros
Eu deixo meu coraçãoYo dejo mi corazón
Preso em seu peito macioPrendido en su pecho blando
Para voltar aos valesPara que vuelva a los valles
Espalhe entre as pastagensRepartido entre los pastos
Quando eles brincam com seus filhosCuando jueguen con sus crías
O veado e os guanacosLos ciervos y los guanacos
Pressionando a solidãoPulsando las soledades
Estou voltando para as planíciesVoy regresando a los llanos
Estou voltando para minha origemVoy volviendo hacia mi origen
Mistura de índio e brancoMezcla de indio y de blanco
E aqui estou eu no meu NeuquénY aquí estoy en mi neuquén
Semeadura do homem-árvoreHombre-árbol semillando
Com a força do pehuénCon la fuerza del pehuén
E a doçura das macieirasY el dulzor de los manzanos
De pé ao pé do meu sangueParado al pie de mi sangre
De frente, na frente do estranhoDe frente, frente a lo extraño
Com a lança maloqueraCon la lanza maloquera
Ou o sabre expedicionárioO el sable expedicionario
Sol de los arenalesSol de los arenales
Regado com o sangue do bravo sayhuequeRegada en sangre del bravo sayhueque
Eu grito que está voltandoGrito que está volviendo
Em sua fuga, outro pehuencheEn tu desbocado otro pehuenche
Do céu a noite profundaDel cielo la honda noche
A serenata é ouvida pelo ventoSe oye del viento la serenata
Tupos a lua acendeTupos la Luna prende
Na simba negra da minha araucanaEn la negra simba de mi araucana
Águas que vão, quero voltarAguas que van, quieren volver
Águas que vão, quero voltarAguas que van, quieren volver
A montante da música aprendidaRío arriba del canto aprendido
Neuquén carrilhão, carrilhão neuquénNeuquén quimey, quimey neuquén
Sol que está perdendoSol que se está gastando
Em lajes e riachos turvosEn piedras lajas y turbias corrientes
Beije a sombra indianaBesa la sombra india
Esse retorno cresceuQue vuelve crecida
De um sonho verdeDe un sueño verde
O silêncio está maduroYa madura el silencio
Através da barriga selvagem de suas cercasPor el agreste vientre de tus bardas
Rayén quer adormecerQuiere rayén dormirse
Suas entranhas trememTiemblan sus entrañas
ApaixonadoEnamorada
Águas que vão, quero voltarAguas que van, quieren volver
Águas que vão, quero voltarAguas que van, quieren volver
A montante da música aprendidaRío arriba del canto aprendido
Neuquén carrilhão, carrilhão neuquénNeuquén quimey, quimey neuquén
Neuquén carrilhão, carrilhão neuquénNeuquén quimey, quimey neuquén
Neuquén carrilhão, carrilhão neuquénNeuquén quimey, quimey neuquén



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