395px

Minha Velhice

Mina

La Mia Vecchiaia

Quando io vivrò
La mia vecchiaia abbandonata a me,
Mi scalderò
Pensando a te
Nel mio tramonto.
Ti ritroverò
Magari ubriaco e perso in una via
E chiederò
Agli occhi miei l'ultima lacrima.
Poi, la voce mia
In un inverno freddo sentirai,
Ti chiederà
Perché non sei tornato più.
E barcollerai,
Dicendo che tu non hai chiesto mai
Di voler vivere.
Vecchio pazzo mio,
Se sarai solo almeno come me
Ti aiuterai pensando a noi
Per non crollare.
Se memoria avrai
Dai tempi lieti non ti staccherai
E ti berrai un bicchiere in più
Alla salute mia.
Poi, ritornerai,
La solitudine ti spingerà
E il tuo bastone impazzirà
Fra i piedi tuoi.
Sì ci sarò io
A dirti vecchio non fermarti lì
Vieni a morire qui.

Minha Velhice

Quando eu viver
Minha velhice abandonada a mim,
Vou me aquecer
Pensando em você
No meu pôr do sol.
Vou te reencontrar
Talvez bêbado e perdido numa rua
E vou perguntar
Aos meus olhos a última lágrima.
Então, minha voz
Num inverno frio você vai ouvir,
Vai te perguntar
Por que você não voltou mais.
E você vai vacilar,
Dizendo que nunca pediu
Para querer viver.
Velho doido meu,
Se você estiver sozinho, pelo menos como eu
Vai se ajudar pensando em nós
Para não desabar.
Se memória você tiver
Dos tempos felizes, não vai se afastar
E vai tomar um copo a mais
Pela minha saúde.
Então, você vai voltar,
A solidão vai te empurrar
E sua bengala vai enlouquecer
Entre seus pés.
Sim, eu estarei aqui
Para te dizer, velho, não pare aí
Venha morrer aqui.

Composição: C. Pes