Sin promesas
En tu silencio te oigo hablar
De un viaje que no tiene fin
Y con tus frases mudas vas
Creando mundos para mí
Y marcan tus brazos la frontera
Que nadie podrá nunca cruzar
No temo al frío ni la sed
Ni el puñal, ni el dolor
No habrá mañana, no hubo ayer
Sólo aquí, sólo hoy
Sentir que me das un nombre nuevo
Que nadie podrá ya pronunciar
Sin palabras
Sin promesas
Creces fuerte como hiedra
Sin palabras
Sin promesas
Das tu luz entre la niebla
Es fácil dejarse llevar
Por tu voz, por tu piel
Ir con tus ríos hacia el mar
No esperar, sí creer
Y vela mi sueño tu presencia
Y no tengo miedo a despertar
Sin palabras...
Se que todo fluye
Pero está bien tal como es
No hay nada que me asuste
En su complicada sencillez
Y siento que tengo un nombre nuevo
Que sólo tú puedes pronunciar
Sin palabras...
Sem Promessas
No seu silêncio eu te ouço falar
Sobre uma viagem que não tem fim
E com suas frases mudas você vai
Criando mundos pra mim
E seus braços marcam a fronteira
Que ninguém jamais poderá cruzar
Não temo o frio nem a sede
Nem a faca, nem a dor
Não haverá amanhã, não houve ontem
Só aqui, só hoje
Sentir que você me dá um nome novo
Que ninguém mais poderá pronunciar
Sem palavras
Sem promessas
Você cresce forte como uma hera
Sem palavras
Sem promessas
Você brilha entre a neblina
É fácil se deixar levar
Pela sua voz, pela sua pele
Ir com seus rios até o mar
Não esperar, sim acreditar
E sua presença vela meu sonho
E não tenho medo de acordar
Sem palavras...
Sei que tudo flui
Mas tá tudo bem como é
Não há nada que me assuste
Na sua complicada simplicidade
E sinto que tenho um nome novo
Que só você pode pronunciar
Sem palavras...