Courtisane Syphilitique
[L'Erotique Courtoise 7 years later]
Voici le troupeau roux des tordeuses de hanches.
Fuyez des palais morts comblés par les barbares.
Tas de chiennes en rut avaleuses de lézards,
Vos crix sans voix percent les bâtisses du dehors.
Que la nuit de joie aux profonds spasmes commence !
Mille lueurs folles ruissellent dans le luxe.
Hagards de sexes baveurs sans gestes ni paroles.
Courtisane syphilitique, tu orchestres la danse
Tes laquais déchirant la reine aux fesses cascadantes.
Coeur de saleté, bouche épouvantable.
En contorsion désarticulées, danse nuit ardente,
Le corps ouvert à de sublimes décadences.
Tel un ange, fouille le ventre de cette femme,
Caresse sa poitrine en d'horribles pressions.
Et tel un rasoir sur la nuque d'un enfant,
Asphyxie ta nichée infâme.
Courtisane syphilitique, éperdue d'argent,
Sois assez basse pour répandre ton poison.
Que peut-on bien faire de ton âme en loque !
Aux yeux perdus, aux blancs si lointains...
Tu retiens dans tes prunelles noires, pâle et gisant quasi morte,
Le flux de ce mal livide qui coule en tes veines.
Ta tête et tes deux seins seront jetés... les flancs morts,
Ils glaceront à jamais les doigts des griffeurs de ton corps !
Affreuse, recouvre-toi des pleurs de tes maudits !
Condamnés à mort, ils clament: «à l'infamie».
Architecture de mort,
Ulcère de beauté.
Dans ta jouissance Dame syphilis nous a fauchés.
Dame syphilis... nous a fauchés.
Architecture de mort,
Ulcère de beauté.
Cortisana Sifilítica
[A Erótica Cortesã 7 anos depois]
Aqui está o rebanho ruivo das reboladoras.
Fujam dos palácios mortos preenchidos pelos bárbaros.
Um monte de cadelas no cio, devoradoras de lagartos,
Seus gritos sem voz atravessam as construções do lado de fora.
Que a noite de alegria com os profundos espasmos comece!
Mil luzes insanas escorrem no luxo.
Desvairados de sexos babando, sem gestos nem palavras.
Cortisana sifilítica, você orquestra a dança
Seus lacaios rasgando a rainha de traseiro cascata.
Coração de sujeira, boca horrenda.
Em contorções desarticuladas, dança noite ardente,
O corpo aberto a sublimes decadências.
Como um anjo, vasculhe a barriga dessa mulher,
Acaricie seu peito com horríveis pressões.
E como uma lâmina na nuca de uma criança,
Asfixie seu ninho infame.
Cortisana sifilítica, desesperada por dinheiro,
Seja baixa o suficiente para espalhar seu veneno.
O que podemos fazer com sua alma em farrapos!
Com os olhos perdidos, os brancos tão distantes...
Você retém em suas pupilas negras, pálida e jazia quase morta,
O fluxo desse mal lívido que corre em suas veias.
Sua cabeça e seus dois seios serão jogados... os flancos mortos,
Eles congelarão para sempre os dedos dos arranhadores do seu corpo!
Horrenda, cubra-se com as lágrimas dos seus malditos!
Condenados à morte, eles clamam: «à infâmia».
Arquitetura da morte,
Úlcera da beleza.
Na sua satisfação, Senhora sífilis nos ceifou.
Senhora sífilis... nos ceifou.
Arquitetura da morte,
Úlcera da beleza.