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A Última Pedra

Misanthrope

La Dernière Pierre

Apeuré par l'obscurité,
Mes cheveux longs sur ton corps dénudé,
Du bout des doigts, effleure ma phalange où brille notre alliance.
L'ombre du soir, caresse tes seins sur l'obscur mur où ma tête s'ensanglante.

Demain, ni même ailleurs, nous nous séparerons ce soir.
Hier est le présent, à jamais la mort nous encourage !

Aujourd'hui, aussi bien, ici je te quitte
Embrasse tendrement la tête de mes fils

Par milliers, dans les jardins de ma tendre enfance, les fleurs se fanent !
Romance d'un soir, engrenage du temps, me suis-je émerveillé en vain ?

Le jour je mens, oui j'ai le pouvoir et l'argent; ta présence me dévisage.
Moi le cerf bramant la mort.
Vie humaine, si inutile, remonte l'horloge du temps.
Tu m'as cru ardent seigneur, pourtant ne sommes-nous pas que poussière et néant ?
Au néant, je réponds présent...
Oh néant, je t'attends...

Demain, ni même ailleurs, nous nous séparerons ce soir.
Hier est mon présent, à jamais la mort nous encourage !

Par milliers, dans la forêt de mon hideuse souffrance, les feuilles se meurent !
Romance d'un soir ou engrenage du temps, me suis-je réveillé à temps ?

Le miroir s'est éteint, vacille ardente braise,
enlace une dernière fois mon corps, Belle...
Ta beauté est mon unique puissance.
Larme tendre, ne garde en toi que la beauté d'une âme.

Apeuré par l'obscurité,
Mes cheveux longs sur ton corps dénudé,
Du bout des doigts, effleure ma phalange où brille notre alliance.
L'ombre du soir, caresse tes seins sur l'obscur mur où ma tête s'ensanglante.

Je m'écarte aux assauts d'allégresse et élève
le parcours de ma réclusion, exil au sommet escarpé des monts.
Mon coeur s'éclaircit enfin: alors à Dieu je m'en remets fidèlement.
Oh toi le Divin
Aeternitas

Un jour j'ai rêvé de vivre...

A Última Pedra

Amedrontado pela escuridão,
Meus cabelos longos sobre seu corpo nu,
Com a ponta dos dedos, toca minha falange onde brilha nossa aliança.
A sombra da noite acaricia seus seios na parede escura onde minha cabeça se ensanguenta.

Amanhã, nem mesmo em outro lugar, nós nos separaremos esta noite.
Ontem é o presente, para sempre a morte nos encoraja!

Hoje, tanto faz, aqui eu te deixo
Beije suavemente a cabeça dos meus filhos.

Por milhares, nos jardins da minha doce infância, as flores murcham!
Romance de uma noite, engrenagem do tempo, eu me espantei em vão?

De dia eu minto, sim, eu tenho o poder e o dinheiro; sua presença me encara.
Eu, o cervo bramando a morte.
Vida humana, tão inútil, retroceda o relógio do tempo.
Você me acreditou um senhor ardente, mas não somos apenas poeira e nada?
Ao nada, eu respondo presente...
Oh nada, eu te espero...

Amanhã, nem mesmo em outro lugar, nós nos separaremos esta noite.
Ontem é meu presente, para sempre a morte nos encoraja!

Por milhares, na floresta da minha horrenda dor, as folhas morrem!
Romance de uma noite ou engrenagem do tempo, eu acordei a tempo?

O espelho se apagou, vacila a brasa ardente,
Enlace uma última vez meu corpo, Bela...
Sua beleza é meu único poder.
Lágrima tensa, não guarde em você senão a beleza de uma alma.

Amedrontado pela escuridão,
Meus cabelos longos sobre seu corpo nu,
Com a ponta dos dedos, toca minha falange onde brilha nossa aliança.
A sombra da noite acaricia seus seios na parede escura onde minha cabeça se ensanguenta.

Eu me afasto dos ataques de alegria e elevo
O percurso da minha reclusão, exílio no cume íngreme das montanhas.
Meu coração finalmente se clareia: então a Deus eu me entrego fielmente.
Oh tu, o Divino
Aeternitas

Um dia eu sonhei em viver...

Composição: