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Milagre 2: Evangelho

Misanthrope

Miracle 2: Evangile

[Maudit Sois-Tu Soleil!]

Caresse moi flamme de l'enfer
Oiseau crucifié décolle
Soleil tarit les ruisseaux, inhibe mes paroles
Ange déchu au paradis ?
Colombe mutilée vole !
Autrui tu m'as trahi buvant mes larmes d'agonie.
Dieu élude cette longue attente,
Le visage face à la mer
Une éclaircie dans l'aquarium
Cette prison de cristal qui m'enlise.
Les âmes muettes du silence des morts
S'évade de mon corps en anachronisme,
Elles s'effacent au loin
Telle la radiante élévatio de l'opium
Refusant ton été
Rejoints mon dans ce rêve
Qui me déchire.
Maudit sois-tu soleil !
Possède mon âme
Voile d'antiquité,
Soit mon esclave
Clos ce moment d'infinité.
Etend tes bras sur la douleur du monde
Tel l'aigle sans ailes
Oh... plus de larmes
Océan morphique...
Dans ce hall de miroirs
Où le rythme souple
D'un douce chute de pluie
Martèle le pavé du marbre de l'homme.
Coeur: Ailes chromés des parades
Croisé: chevauche les horizons
Oh Babylone résonne les coeurs
Jérusalem royaume, terre de bonheur
Joyaux de Dieu, âme de Molière
Conduis moi vers toi, ouvre ton sanctuaire.
Boue, condensation liquide
Glissant le long des corridors
Comme une mélopée.
Au nu de ma chair, ils s'écaillent
Ce firmament bohémien.
Anathème d'amphore
Caresse moi flamme de l'enfer
Oiseau crucifié décolle
Soleil tarit les ruisseaux, inhibe mes paroles
Ange déchu au paradis ?
Colombe mutilée vole !
Autrui tu m'as trahi buvant mes larmes d'agonie.

[La Démiurge]

Viens...
Viens, viens couler en moi...
Le fruit de tes bras s'estompe
Mon coeur glacé (my frozen heart) s'enflamme
Près de la jetée, où s'engouffrent las âmes
Je dessine ton visage sur la glaise tendre
Et paufine ton image à coup d'offences
Etayé par le vent
Au près de l'orage
Je délaisse un instant, un instant l'ouvrage
Souffle sur mon ombre qui s'élance et tombe
Dans ce gouffre sans fin
Qu'est mon destin

Je souffre en silence, mes genoux s'enfoncent
Etayés par le vent, un remou cinglant du temps
Déchainé par l'orage
Qui nous sépare
Pullulant de flocons ruisselant sur mon front
Le ciel s'est enbrumé, affaissé je me suis effondré, effondré

Your face on clay
Engravers point at heart
Fine coating of boiled milk

Mono ena meghalo pnpnevma
Apokryptoghrafi anamessa s'aftes tis ghrames
Ta adhiexodha tou nou mou
Opou o anthropos kite thnysigenis

Embellish my draft lips
On my knees
La démiurge she breaks me down
Your face on a clay
Fine coating of boiled milk
Your face on a clay
Engravers point on heart
The demiurge breaks me down

Milagre 2: Evangelho

[Maldito Sejas, Sol!]

Acaricia-me, chama do inferno
Pássaro crucificado decola
Sol seca os riachos, inibe minhas palavras
Anjo caído no paraíso?
Pomba mutilada voa!
Outros, tu me traíste bebendo minhas lágrimas de agonia.
Deus, elude essa longa espera,
O rosto voltado para o mar
Uma clareira no aquário
Essa prisão de cristal que me afunda.
As almas mudas do silêncio dos mortos
Escapam do meu corpo em anacronismo,
Elas se apagam ao longe
Como a radiante elevação do ópio
Recusando teu verão
Junte-se a mim neste sonho
Que me despedaça.
Maldito sejas, sol!
Possui minha alma
Véu de antiguidade,
Seja meu escravo
Feche este momento de infinitude.
Estenda teus braços sobre a dor do mundo
Como a águia sem asas
Oh... mais lágrimas
Oceano morfético...
Neste salão de espelhos
Onde o ritmo suave
De uma doce queda de chuva
Martela o pavimento de mármore do homem.
Coração: Asas cromadas dos desfiles
Cruzado: cavalga os horizontes
Oh Babilônia, ressoe os corações
Jerusalém, reino, terra de felicidade
Joias de Deus, alma de Molière
Conduz-me a ti, abre teu santuário.
Lama, condensação líquida
Deslizando pelos corredores
Como uma melodia.
Na nudez da minha carne, eles se descamam
Esse firmamento boêmio.
Anátema de ânfora
Acaricia-me, chama do inferno
Pássaro crucificado decola
Sol seca os riachos, inibe minhas palavras
Anjo caído no paraíso?
Pomba mutilada voa!
Outros, tu me traíste bebendo minhas lágrimas de agonia.

[A Demiurgo]

Vem...
Vem, vem fluir em mim...
O fruto dos teus braços se esvai
Meu coração congelado (meu coração congelado) se inflama
Perto do cais, onde se afundam as almas
Eu desenho teu rosto na argila macia
E aperfeiçoo tua imagem a golpes de ofensas
Apoiado pelo vento
Perto da tempestade
Eu abandono por um instante, um instante o trabalho
Sopra sobre minha sombra que se lança e cai
Neste abismo sem fim
Que é meu destino

Eu sofro em silêncio, meus joelhos se afundam
Apoiados pelo vento, um redemoinho cortante do tempo
Desencadeado pela tempestade
Que nos separa
Pululando flocos escorrendo sobre minha testa
O céu se embaçou, afundado eu desmoronei, desmoronei

Teu rosto na argila
Gravadores apontam para o coração
Fina camada de leite fervido

Mono ena meghalo pnpnevma
Apokryptoghrafi anamessa s'aftes tis ghrames
Ta adhiexodha tou nou mou
Opou o anthropos kite thnysigenis

Embeleza meus lábios rascunho
De joelhos
A demiurgo me despedaça
Teu rosto na argila
Fina camada de leite fervido
Teu rosto na argila
Gravadores apontam para o coração
A demiurgo me despedaça.

Composição: