La Dandy
Je suis la prostituée des coeurs miséreux
La crasseuse confidente de vos marmots poisseux
La foi de l'athé qui en chacun de nous se terre
Dans les bas-fonds du plus sordide des subconscients
Ejectée des palaces pour sévices impolis
L'alcool et les envies de luxe attiseront ton ennui
Pataugeant dans le vulgaire des contorsions lacérées
Crache sur la demoiselle au sexe rougeoyant et tâcheté
L'anus a mal, suprême raffinement
Dandysme tribal, déflore vos faux semblants
Seul l'égoïsme, en tes rares moments de remords
Déviera l'attractive alchimie du mal par le bizarre
Comme une meute de louves se faufilant parmi la foule
Leurs seins frottant le sol telle l'anguille dans le gouffre
L'anus a mal, suprême raffinement
Dandysme tribal, déflore vos faux semblants
Et la drogue dans ce saccage, est-elle oubliée par le néant
La maladie rongeant l'arbre, dépendance de l'omniscient
Marais étiolés de désuètes lueurs d'âmes
Stagnantes au désenchantement de l'homme
Trop attaché au compliment.
A Dandy
Eu sou a prostituta dos corações miseráveis
A confidente suja dos seus moleques imundos
A fé do ateu que se esconde em cada um de nós
Nos submundos do mais sórdido dos subconscientes
Expulsos dos palácios por atos indecorosos
O álcool e as vontades de luxo vão atiçar seu tédio
Patachando no vulgar das contorções rasgadas
Cospe na moça de sexo avermelhado e manchado
O ânus dói, supremo refinamento
Dandysmo tribal, desflora suas falsas aparências
Só o egoísmo, em seus raros momentos de remorso
Desviará a atraente alquimia do mal pelo bizarro
Como uma matilha de lobas se esgueirando pela multidão
Seus seios arrastando no chão como enguias no abismo
O ânus dói, supremo refinamento
Dandysmo tribal, desflora suas falsas aparências
E a droga nesse caos, será que foi esquecida pelo nada
A doença corroendo a árvore, dependência do onisciente
Pântanos murchos de obsoletas luzes de almas
Estagnadas no desencanto do homem
Demasiado preso ao elogio.