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Nove Dias, Nove Noites

Månegarm

Nio Dagar, Nio Nätter

Glimrande ögon i mörkret,
likt bergskristall.
Bergets dånande symfoni
väller ur dess gap.

Naglar som river hud,
borrar sig ned.
Upplyft i köttet;
livets vatten faller.

Ett skimmer utav smärta,
visar dess anlete.
Vacker men fasansfull:
bergets drottning.

Ser in i hennes ögon;
ljuset fyller mitt sinne.
En strid ström av bilder
beslöjar världen.

Blodbestänkt sten,
fränders rop,
blodvingade skepnader
under nattens öga.

Drivna utav hunger,
vedergällning,
offer för seger,
ulvhednar, vargatid.

Nio dagar, nio nätter
i marans grepp.
Nio dagar, nio nätter,
ett offer för liv.
Nio dagar, nio nätter,
huldrans vridna dans.
Nio dagar, nio nätter,
en gåva från griften.

Etter i en strid ström
längs väggarna.
Ormars ögon glöder i djupen,
svekets blick i gapande hål.

En stinkande andedräkt
ur tandlösa gap.
Från ormtungors mun,
förgiftets tal ...
Ett tordön väcker mina sinnen;
allt är åter svart.
Borta är tunneln,
som tog mig hit.

Bergatagen i djupet,
ingen väg ut,
bunden och fångad.
Är detta mitt slut?

Nove Dias, Nove Noites

Olhos brilhantes na escuridão,
como cristal de rocha.
A sinfonia estrondosa da montanha
sai de sua boca.

Unhas que rasgam a pele,
se enterram.
Levantado na carne;
o água da vida cai.

Um brilho de dor,
mostra seu rosto.
Bela, mas aterrorizante:
a rainha da montanha.

Olho em seus olhos;
a luz preenche minha mente.
Um fluxo constante de imagens
encobre o mundo.

Pedra manchada de sangue,
gritos de parentes,
formas aladas de sangue
sob o olhar da noite.

Impulsionados pela fome,
vingança,
vítimas da vitória,
ulvhednar, tempo de lobos.

Nove dias, nove noites
na garra do pesadelo.
Nove dias, nove noites,
um sacrifício pela vida.
Nove dias, nove noites,
o giro da dança da hulda.
Nove dias, nove noites,
um presente da sepultura.

Veneno em um fluxo constante
ao longo das paredes.
Olhos de serpente brilham nas profundezas,
a mirada da traição em buracos abertos.

Um hálito fétido
de bocas sem dentes.
Da boca de línguas de cobra,
a fala do veneno ...
Um trovão desperta meus sentidos;
tudo volta a ser negro.
Desapareceu o túnel,
que me trouxe até aqui.

A montanha me aprisiona nas profundezas,
não há saída,
braçado e capturado.
É este o meu fim?

Composição: