395px

Noite de San Severo

Modena City Ramblers

Notte Di San Severo

L'estate del '44
Fu la più calda di tutto il secolo
Perché vent'anni di fame e miseria
Per le visioni in camicia nera
Che ci portarono in mezzo a una guerra
A cui ribellarsi era cosa seria
E la montagna fu madre
Dei combattenti bambini.

Silvestro era un uomo grande
Che conosceva espedienti a memoria
Come un albero ed il suo nome
Non si piegava alle intemperie
E così alle dittature
E alla propaganda esaltata
Che assicurava grandezza
Dove grandezza non c'era.

Ma i tedeschi che sparavano
E gridando distruggevano
E le donne che imploravano
I bambini che piangevano
E le case che bruciavano
Ed i fuochi divampavano
E le donne che imploravano
I bambini che piangevano.

Noi, saremo soli
A portare la croce e la storia
Noi, saremo soli
Contro uomini senza memoria.

Quella notte a San Severo
Si aspettava una rappresaglia
Silvestro impaurito
Non stette a pensare
Con sua moglie e i suoi otto figli
Lasciò il paese e la casa
Per passare la notte
Nella boscaglia.

La notte passò in fretta
Tra il freddo e qualche favola
Ma sembrò la più bella di tutte
Col suo cielo d'estate
Non si sentì alcun rumore
Dal paese lasciato
Silvestro decise che sarebbe tornato.

Ma i tedeschi li aspettavano
Ed i padri catturarono
E le donne che imploravano
I bambini che piangevano
E nel bosco li portarono
E poi dopo li bendarono
E da bestie fucilarono
Venti padri che morivano.

Noi, saremo soli
A portare la croce e la storia
Noi, saremo soli
Contro uomini senza memoria...

Noite de San Severo

O verão de 44
Foi o mais quente de todo o século
Por causa de vinte anos de fome e miséria
Por causa das visões em camisas pretas
Que nos levaram para o meio de uma guerra
A qual se rebelar era coisa séria
E a montanha foi mãe
Dos combatentes crianças.

Silvestro era um homem grande
Que conhecia truques de cor
Como uma árvore e seu nome
Não se curvava às intempéries
E assim às ditaduras
E à propaganda exaltada
Que garantia grandeza
Onde grandeza não havia.

Mas os alemães que atiravam
E gritando destruíam
E as mulheres que imploravam
As crianças que choravam
E as casas que queimavam
E os fogos se alastravam
E as mulheres que imploravam
As crianças que choravam.

Nós, estaremos sozinhos
A carregar a cruz e a história
Nós, estaremos sozinhos
Contra homens sem memória.

Aquela noite em San Severo
Esperava-se uma represália
Silvestro apavorado
Não pensou duas vezes
Com sua esposa e seus oito filhos
Deixou o país e a casa
Para passar a noite
Na mata.

A noite passou rápido
Entre o frio e algumas histórias
Mas parecia a mais linda de todas
Com seu céu de verão
Não se ouviu nenhum barulho
Do país deixado
Silvestro decidiu que voltaria.

Mas os alemães os esperavam
E os pais foram capturados
E as mulheres que imploravam
As crianças que choravam
E na floresta os levaram
E depois os vendaram
E como animais fuzilaram
Vinte pais que morriam.

Nós, estaremos sozinhos
A carregar a cruz e a história
Nós, estaremos sozinhos
Contra homens sem memória...

Composição: