L'enfant Des Sangs
Crinière rousse et indecente,
Dans la douce brume du marais,
Me contemple, surprise, séduisante.
Chair tendre couleur de craie,
Toi que seul le néant puisse accomplir
Loin d'une lumière qui pourrait te meurtrir
Tu ballades mes rêves: cendres au matin.
Depuis l'aube je m'éveille et puis me plains,
De ne revoir l'intangible, l'impossible,
Ce silencieux héraut; l'enfant des sangs.
Que tes longues canines transpersent mon pouls,
Pour t'assouvir, chimère, d'un breuvage fou.
Et enfin blême, je serai ton effigie,
Accompagnant tes désirs, belle harpie
Nos yeux; exil, offrent la nuit entière
Aux multiples victimes, funèbre liqueurs,
Pour se perdre dans l'immensité de son aire,
Souffrir de l'inconnu, l'insassiable peur.
A Criança dos Sangues
Cabeleira ruiva e indecente,
Na doce bruma do pântano,
Me observa, surpresa, sedutora.
Pele macia cor de giz,
Tu que só o nada pode realizar
Longe de uma luz que poderia te ferir.
Tu passeias meus sonhos: cinzas pela manhã.
Desde a aurora eu acordo e então me queixo,
De não rever o intangível, o impossível,
Esse silencioso arauto; a criança dos sangues.
Que tuas longas presas atravessem meu pulso,
Para te saciar, quimera, com uma bebida insana.
E finalmente pálido, serei tua efígie,
Acompanhando teus desejos, bela harpía.
Nossos olhos; exílio, oferecem a noite inteira
Às múltiplas vítimas, licores fúnebres,
Para se perder na imensidão do seu ar,
Sofrer do desconhecido, a insaciável medo.