Politichiens
Ils parlent trop à la télé
Disent des mots qu'tu comprends pas
Une langue pour t'embobiner
Et pour lui tu voteras
Ici la classe prolétaire
N'aimons pas les démagos
Porte les marques de la misère
Des cicatrices sur la peau
Il reste des murs à abattre
Des révolutions à faire
Les magouillards carton-pâtes
On va bientôt vous faire taire
J'crache à la gueule des nazis
Chemises noires à la poubelle
On veut plus des communistes
Rouges du sang des prolétaires!
Ca pue l'fric et l'amnistie
Royaume de l'état pourri
Ca pue la crotte libérale
Jusque dans la jungle australe
Sur les plages d'Afrique noire
Qui sont dev'nus dépotoir
Dans les déserts où l'or noir
S'achète en narco-dollars
Caisses noires électorales
Et magouilles municipales
Affaires de fausses factures
Et l'argent devient le mur
Des escrocs champanisés
Dans des délits d'initiés
Des milliers de mal logés
Des gens qu'on rien à becqu'ter...
Ni gauche ni droite ni casque à pointe
Ni rouge ni mort politichiens...
Ici la classe des barjots
De la racaille qui bataille
C'est le front des marginaux
Qui se nourrit de flicaille
Putains de spéculateurs
Brisent la vie des gens de coeur
Jeune femme en détresse
Ton argent les intéresse
Jeune drogué tout cassé
Viens ici pour casquer
Vieille femme jetée à la rue
Par un gros cadre joufflu
Personne âgées bien parquées
Dans les camps d'l'éternité
Royaume de l'hypocrisie
Règne des voleurs de vie!
Ici la classe prolétaire
N'aimons pas les démagos
Porte les marques de la misère
Des cicatrices sur la peau
Caisses noires électorales
Et magouilles municipales
Affaires de fausses factures
Où l'argent devient le mur
Des milliers de mal logés
Des gens qu'on rien à becqu'ter
Quelques millions de précaires
Il nous faudrait une bonne guerre
Des ministres gauche-caviar
Une droite-Baléares
Et des ouvrirs hagards
Qui s'accrochent à tous les bars...
Politique de Cachorrada
Eles falam demais na TV
Dizem palavras que você não entende
Uma língua pra te enrolar
E por ele você vai votar
Aqui a classe proletária
Não gostamos dos demagogos
Carregamos as marcas da miséria
Cicatrizes na pele
Ainda há muros pra derrubar
Revoluções a fazer
Os trapaceiros de papelão
Logo vamos calar vocês
Eu cuspo na cara dos nazistas
Camisas pretas pro lixo
Não queremos mais os comunistas
Vermelhos do sangue dos proletários!
Cheira a grana e a anistia
Reino do estado podre
Cheira a merda liberal
Até na selva austral
Nas praias da África negra
Que se tornaram um lixão
Nos desertos onde o petróleo
Se compra em narco-dólares
Caixas pretas eleitorais
E maracutaias municipais
Negócios de falsas faturas
E o dinheiro se torna o muro
Dos golpistas de champanhe
Em delitos de iniciados
Milhares de mal acomodados
Pessoas que não têm o que comer...
Nem esquerda, nem direita, nem capacete pontudo
Nem vermelho, nem morto, política de cachorrada...
Aqui a classe dos malucos
Da ralé que briga
É a frente dos marginalizados
Que se alimenta de polícia
Filhos da puta dos especuladores
Destroem a vida dos de coração
Jovem mulher em desespero
Seu dinheiro os interessa
Jovem drogado todo quebrado
Vem aqui pra pagar
Velha jogada na rua
Por um grande executivo barrigudo
Idosos bem guardados
Nos campos da eternidade
Reino da hipocrisia
Reinado dos ladrões de vida!
Aqui a classe proletária
Não gostamos dos demagogos
Carregamos as marcas da miséria
Cicatrizes na pele
Caixas pretas eleitorais
E maracutaias municipais
Negócios de falsas faturas
Onde o dinheiro se torna o muro
Milhares de mal acomodados
Pessoas que não têm o que comer
Alguns milhões de precários
Precisamos de uma boa guerra
Ministros de esquerda-caviar
Uma direita-Baléares
E trabalhadores perdidos
Que se agarram a todos os bares...