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Amorinha

Mongol Shuudan

Iubochka

Ik-a. Ona nosila iubochku, ona nosila tufel'ki.
Ia eio liubil, kak mamu, kak sestrichku.
Tvoio detskoe lichiko kromsalo zubkami vafel'ki,
I ia drozhal, kak molodoj koniok, kogda derzhal iaio za ruchku.
No ty skazala, ik, chto ty mne otkazala,
I s koreshami ia podozhdal tebia vozle pod'ezda i zamochil nogami.
Na tvoi belye tufel'ki padala kapliami iushechka
Iz tvoego razbitogo nosishcha, i ia predlozhil tebe vinishcha.

Ty nachala kurit', ty nachala bukhat',
Zalivat' vintsom svoiu liubov' razbituiu.
I po rukam poshla, vrode kak vsem stala davat',
Ia na tebia smotret' ne mogu, posle vermuta nalituiu.
No ia liubil tebia takuiu, liubil takuiu razbitnuiu
I skol'ko polomal ia riober, skol'ko mord za tebia porasshibal.
Za toboiu ten'iu, zabrosil druzhkov zakadychnykh,
No vsio ravno menia ne ponimala, kogda dlia tebia na gitare labal.

Ty ne nosish' iubochku, uzhe ne nosish' tufel'ki.
Ty sovsem bol'naia, da, i ty moia zhena.
Ves' den' vozle magazina streliaesh' poltinnik na pivo.
Ia na tebia smotret' ne mogu, posle kak tol'ko vina.
Ty potnaia, ty zhirnaia, voniuchaia.
Ty razleglas' na mne, i ia, proklinaia Boga,
Zastrelil by tebia iz vintoreza, no ty takaia boriuchaia.
I ia boius', chto zhir zatianet ranu, kak u nosoroga.

Amorinha

Ik-a. Ela usava um vestido, ela usava sapatinhos.
Eu a amava, como a mãe, como uma irmãzinha.
Seu rostinho de criança era como um doce,
E eu tremia, como um cavalo novo, quando segurava sua mão.
Mas você disse, ik, que me negou,
E com os amigos eu esperei você perto da entrada, molhando os pés.
Nas suas sapatilhas brancas caíam gotas de suco
Do seu nariz quebrado, e eu te ofereci um vinho.

Você começou a fumar, você começou a beber,
Derramando vinho na sua amor quebrada.
E pelas mãos começou a correr, como se estivesse dando a todos,
Eu não consigo olhar pra você, depois do vermute que tomei.
Mas eu te amava assim, amava essa sua parte quebrada
E quantas vezes eu quebrei a cara, quantas vezes me machuquei por você.
Por sua sombra, deixei os amigos de lado,
Mas mesmo assim você não me entendia, quando eu tocava violão pra você.

Você não usa mais vestido, já não usa sapatinhos.
Você está completamente doente, sim, e você é minha mulher.
O dia todo perto da loja você atira moedas no chão.
Eu não consigo olhar pra você, depois de ter bebido vinho.
Você está suada, você está gorda, fedida.
Você se estirou em mim, e eu, amaldiçoando Deus,
Te mataria com um fuzil, mas você é tão lutadora.
E eu tenho medo de que a gordura feche a ferida, como a de um rinoceronte.

Composição: