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Canto do Vento

Mongol Shuudan

Penie vetra

Snova, kak vchera, obida glozhet.
Belaia toska mne korchit rozhu.
A vo mne opiat' sidit izmena,
I popytka vnov' porezat' veny.
Bol'no rviotsia matka u molodukhi.
Kozhu otodral - litso starukhi.
Otkryvaiu zenki, a vizhu bel'ma,
A matros opiat' propil svoj tel'nik.
Za moej spinoiu dal'niaia doroga,
Sinie prostory i tumannyj sled.
Vperedi podruga s chernoiu kosoiu.
Ej ved' zhdat' nedolgo, pogasit' moj svet.

Penie vetra nastiglo menia,
Dushu moiu uneslo, terebia.
Staroe vremia ostalos' v pyli,
Miortvye khramy mertsaiut vdali.
A v podnebes'e merknet zvezda.
Zvuki nochnye unosit voda.
Utrennij sumrak gasit kostior.
Ia podozhdu, nozh moj ostior.

Ofitsery rvut moi listovki.
Snova ia spilil stvoly s vintovki.
Naperekosiak raspiali telo,
Sochinili gimn, zapeli smelo.
Nastupliu kirzoj na konskij shchavel',
Gde-to na zemle ia sled ostavil.
A vot moj konvoj zasnul mertviatski,
I na ikh telakh ustroiu pliaski.
Ni k chemu pobeda, bros' na zemliu pesniu,
Tak zatopchet konnitsa, pravo sokhrania.
I vzmetnetsia chiornaia, krov'iu opalionnaia
I slegka poddataia Rodina moia

Penie vetra nastiglo menia,
Dushu moiu uneslo, terebia.
Staroe vremia ostalos' v pyli,
Miortvye khramy mertsaiut vdali.
A v podnebes'e merknet zvezda.
Zvuki nochnye unosit voda.
Utrennij sumrak gasit kostior.
Ia podozhdu, nozh moj ostior.

Canto do Vento

De novo, como ontem, a mágoa aperta.
A dor branca me faz sentir a rosa.
E em mim de novo está a traição,
E a tentativa de cortar as veias novamente.
Dói, a mãe grita da jovem.
A pele arrancada - o rosto da velha.
Abro os olhos, mas vejo a brancura,
E o marinheiro de novo bebe seu corpo.
Atrás de mim, a estrada distante,
Espaços azuis e um rastro turvo.
À frente, uma amiga com tranças negras.
Ela, na verdade, não vai demorar, vai apagar minha luz.

O canto do vento me alcançou,
Minha alma foi levada, me arrastou.
O velho tempo ficou na poeira,
Os templos mortos murcham ao longe.
E no céu, uma estrela vai apagar.
Os sons da noite são levados pela água.
O crepúsculo da manhã apaga a fogueira.
Eu vou esperar, mas minha faca está afiada.

Os oficiais rasgam meus panfletos.
De novo eu derrubei troncos com o fuzil.
De qualquer jeito, despedaçaram o corpo,
Comporam um hino, cantaram com bravura.
Piso com força na azeda de cavalo,
Em algum lugar na terra deixei uma marca.
E aqui meu comboio adormeceu, como um morto,
E em seus corpos farei uma dança.
De nada adianta a vitória, jogue a canção na terra,
Assim a cavalaria vai pisotear, o direito a preservar.
E se levantará a negra, banhada em sangue
E levemente oferecida, minha pátria.

O canto do vento me alcançou,
Minha alma foi levada, me arrastou.
O velho tempo ficou na poeira,
Os templos mortos murcham ao longe.
E no céu, uma estrela vai apagar.
Os sons da noite são levados pela água.
O crepúsculo da manhã apaga a fogueira.
Eu vou esperar, mas minha faca está afiada.

Composição: