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O último café

Monica Elizeche

El Último Café

Llega tu recuerdo en torbellino, vuelve en el otoño a atardecer
Miro la garúa, y mientras miro, gira la cuchara de café
Del último café que tus labios con frío
Pidieron esa vez con la voz de un suspiro
Recuerdo tu desdén, te evoco sin razón

Te escucho sin que estés
Lo nuestro terminó, dijiste en un adiós de azúcar y de hiel
¡Lo mismo que el café, que el amor, que el olvido!
Que el vértigo final de un rencor sin porqué
Y allí, con tu impiedad, me vi morir de pie

Medí tu vanidad y entonces comprendí mi soledad
Sin para qué
Llovía y te ofrecí el último café

O último café

Sua memória chega em um redemoinho, retorna no outono ao pôr do sol
Eu olho para a garúa, e enquanto eu olho, viro a colher de café
Do ultimo café que seus lábios estão gelados
Eles perguntaram daquela vez com a voz de um suspiro
Eu me lembro do seu desdém, eu te evoco sem motivo

Eu te escuto sem você
O nosso acabou, você disse em um adeus de açúcar e fel
O mesmo que café, como amor, como esquecimento!
Que a vertigem final de um rancor sem por quê
E aí, com sua impiedade, me vi morrer de pé

Eu medi sua vaidade e então entendi minha solidão
Sem para quê
Estava chovendo e eu te ofereci o último café

Composição: Héctor Stamponi