Wind's Dark Poem
voice of wind
(the air in the branches)
sounded like words
whispering a spell on me
until I heard
now I see shapes in the low light
the earth quakes in the twilight
I see flames in my calm life
I hear the wind's dark poem:
(wind speaks:)
you can see from above, the rocks sticking out of
the yard behind the house make stone constellations,
half-buried in the dusk, the unformed stories
coming to life while I sleep.
the breath moves branches saying words that I
don't know, a new poem. a song I sang in a dream,
the lights of town faint,
something is exhaling in the sound of traffic, far
away. something's happening.
wind's dark poem describes,
calligraphy of branches writes,
stone constellation alive
the house is built on a boulder
soil returns to the wind
bones will blow in pink light
the distant sound is saying my name
the wind is taking pieces.
wind's dark poem is about the constantly roaring
decay, the destruction of every day,
and every morning's waking.
but:
even as spring is bringing
blossoms back among leaves
the cold wind blows when night falls
and the bare branches bend
Poema Sombrio do Vento
voz do vento
(o ar nas folhas)
soava como palavras
sussurrando um feitiço em mim
até que eu ouvi
agora vejo formas na luz fraca
a terra treme no crepúsculo
vejo chamas na minha vida calma
ouço o poema sombrio do vento:
(o vento fala:)
você pode ver de cima, as pedras saindo
do quintal atrás da casa formam constelações de pedra,
meia enterradas no crepúsculo, as histórias não formadas
ganhando vida enquanto eu durmo.
O sopro move as folhas dizendo palavras que eu
não conheço, um novo poema. uma canção que cantei em um sonho,
as luzes da cidade estão fracas,
algo está exalando no som do tráfego, longe
lá no fundo. algo está acontecendo.
o poema sombrio do vento descreve,
a caligrafia das folhas escreve,
constelação de pedra viva
a casa está construída sobre um penedo
a terra retorna ao vento
ossos ossos vão soprar na luz rosa
o som distante está dizendo meu nome
o vento está levando pedaços.
o poema sombrio do vento fala sobre a constante e estrondosa
decadência, a destruição de cada dia,
e o despertar de cada manhã.
mas:
mesmo enquanto a primavera traz
flores de volta entre as folhas
o vento frio sopra quando a noite cai
e os galhos nus se curvam