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Nada Tem um Centro

Mourning Beloveth

Nothing Has a Centre

A cancerous day nothing to guide
All the monuments of slower aeons sank into the loam
Even time decays like a razor through creation
As I sifted through the bones of a soiled humanity
With swirls of light and meaning drained out of the universe
A fever dream or a brooding advanced decay?

The hollow of night drifts like the slowest sea of all
The edges failed every fragment rushed away
Thrown around the centrifuge of space
Disintegrating set of cells disintegrate space
Woven back together with chemical thread
Cord which makes us live

Branches run down with bones of ancient stone
And roots grow up with the weight of the air
Interminable ennui
A ragged cascade of neurons edging out
The roots were so shallow once free to stagnate
It slowly drains away to a level that can’t be reached
Decay non being urging death
Roots grow down with ancient stone

Swarms of purest crystal expand reality
Something high very pure and empty
Above the lines of light and when we reach
The highest point things fall apart
In all forms created

Time passed unused bestial and lonely
A gaunt catalogue of bones and hollows

The frame tested to destruction
As veins tremble and secrete
But what if time is the disease
An essence of discarded nothing

Roots grow up with ancient stone
Interminable ennui
Branches run down with bones of air
Cascading neurons
Urging death decay and non being
Stagnant relics
Free to suck the marrow of time or nothing

Nada Tem um Centro

Um dia cancerígeno, nada pra guiar
Todos os monumentos de eras lentas afundaram na terra
Até o tempo se deteriora como uma lâmina na criação
Enquanto eu vasculhava os ossos de uma humanidade suja
Com redemoinhos de luz e significado drenados do universo
Um sonho febril ou uma decadência avançada e sombria?

O vazio da noite flutua como o mar mais lento de todos
As bordas falharam, cada fragmento se afastou
Lançado na centrífuga do espaço
Um conjunto de células se desintegrando, desintegrando o espaço
Reunido de volta com um fio químico
Cordão que nos faz viver

Ramos descem com ossos de pedra antiga
E raízes crescem com o peso do ar
Tédio interminável
Uma cascata desgastada de neurônios se esvaindo
As raízes eram tão rasas, uma vez livres para estagnar
Elas lentamente se esgotam a um nível que não pode ser alcançado
Decadência do não ser, urgindo a morte
Raízes crescem para baixo com pedra antiga

Enxames de cristal puro expandem a realidade
Algo alto, muito puro e vazio
Acima das linhas de luz e quando chegamos
No ponto mais alto, as coisas se desmoronam
Em todas as formas criadas

O tempo passou sem uso, bestial e solitário
Um catálogo magro de ossos e vazios

A estrutura testada até a destruição
Enquanto veias tremem e secretam
Mas e se o tempo for a doença
Uma essência de nada descartado

Raízes crescem para cima com pedra antiga
Tédio interminável
Ramos descem com ossos de ar
Neurônios em cascata
Urgindo a morte, decadência e não ser
Relíquias estagnadas
Livres para sugar a medula do tempo ou nada

Composição: