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A Andaluza

Nana Mouskouri

La Andaluza

Ay, andaluza de piel morena,
Melena al viento, mirada inquieta,
¿A donde vas sin ocultar tu tristeza?
¿Que vas buscando, que calme tu pena?
¿Que puede haber, dentro de ti, que tanto duela?

Aquel mal hombre al que tanto yo amé
Se ha ido a entregar a otra mujer, a otra mujer..

Y la andaluza, se muerde los labios,
Por no llorar, por no poder vengar su engaño.

Todas las noches que amé,
Todo el calor que le di,
Lo que dejé de vivir,
Cuando mi vida era él...

Cada palabra de amor,
Cada caricia en su piel,
Cada sonrisa, cada momento,
Que entre sus brazos soñé,
Que entre sus brazos soñé...

Ay, andaluza de piel morena,
Melena al viento, mirada inquieta
Como un puñal, clavada en ti, la belleza,
No brilla tanto, la luz de una estrella
Has de guardar, esa pasión que tanto quema

Una mañana otro hombre vendrá,
Brisa de mar donde tu estás, donde tu estás...

Dos ojos negros, se entornan y sueñan
Hoy volverá a sonreir la luna llena.

A Andaluza

Ai, andaluza de pele morena,
Cabelo ao vento, olhar inquieto,
Pra onde você vai sem esconder sua tristeza?
O que você tá buscando, que acalme sua dor?
O que pode haver, dentro de você, que tanto dói?

Aquele homem ruim que eu amei tanto
Foi se entregar a outra mulher, a outra mulher...

E a andaluza, morde os lábios,
Pra não chorar, pra não poder se vingar da traição.

Todas as noites que amei,
Todo o calor que eu dei,
O que deixei de viver,
Quando minha vida era ele...

Cada palavra de amor,
Cada carícia na sua pele,
Cada sorriso, cada momento,
Que entre seus braços sonhei,
Que entre seus braços sonhei...

Ai, andaluza de pele morena,
Cabelo ao vento, olhar inquieto
Como uma adaga, cravada em você, a beleza,
Não brilha tanto, a luz de uma estrela
Você deve guardar, essa paixão que tanto queima.

Uma manhã, outro homem virá,
Brisa do mar onde você está, onde você está...

Dois olhos negros, se entreabrem e sonham
Hoje a lua cheia vai voltar a sorrir.

Composição: Enriqu