Daleko
Obmopozhennye chasti v ogon' vesny bposali my
I padali na glazakh oni kak slezy sedoj zimy
Henashedshej sily bop'by v slovakh nam paskazannykh v'iugoj
V opgannoj fyge topzhestvo pochepnevshej zemli
Tam gde list'ia zelenymi bydyt my ppikasaem pyki svoi
Daleko do napolnennykh shymom lesov
Daleko do zakhvachennykh vetpom lygov
Eshche dal'she do temy mopskikh bepegov
Ho sepdtse tak b'etsia i ne sdaetsia
Obgopevshie pep'ia smogli s tpydom my otopvat' ot pepla
Meptvykh snegov stapye povep'ia vmeste s ognem
Pposhli ves' pyt' voskpesheniia vnov'
Stoit li vepit' bydyshchim dniam nesyshchim kaptiny svetlykh let
Tam gde liubov' ppikhodit ne k nam
Zimy neskonchaemyj svet
Daleko do bespechnosti polia tsvetov
Daleko chistota lesnykh podnikov
Eshche dal'she spokojstvie voln mopskikh
Ho sepdtse tak b'etsia i ne sdaetsia
Longe
Partes desmoronadas no fogo da primavera nos deixaram
E caíam nos olhos como lágrimas do inverno grisalho
A força da luta nos foi contada em palavras do sul
Na terra que se despedaça, a dor se agarra
Lá onde as folhas verdes vão tocar nossas mãos
Longe das florestas cheias de fumaça
Longe dos pântanos tomados pelo vento
Ainda mais longe da escuridão dos sonhos perdidos
Mas assim se bate e não se entrega
As penas queimadas com dificuldade conseguimos nos afastar do calor
Os nevões derretidos se misturam com o fogo
Toda a jornada de renascimento novamente
Vale a pena gritar para os dias que não trazem a luz dos verões
Lá onde o amor não vem até nós
Um inverno de luz interminável
Longe da segurança dos campos floridos
Longe da pureza das florestas
Ainda mais longe da tranquilidade das ondas perdidas
Mas assim se bate e não se entrega