Vecher
Vecher bredit tajnoj,
Stuk za mnoj khlopnuvshej dveri,
Boevoj baraban vyvodit v alleiu ognej,
Miganie svetofora,
Magicheskie pliaski v ch'iom-to vnutri,
Tam topaiut v serdtse - teplee, kholodnee,
Taet angel, rozhdennyj sogretymi fevral'skim utrom,
Ishchushij molcha,
Szhigaet glazami kilogrammy staranij,
Tol'ko avtomobil'nye fary uzh slishkom bestaktny,
Vryvaiutsia izredka v ch'i-libo vstrechi i rasstavaniia...
Ia ne znaiu liubit li menia ehtot gorod?
No kryl'ia,
Skryvaiut sekrety nochnogo tumana.
V niom glokhnut mashiny,glokhnut motory,
Industriia
Drugaia potselui darit i romany.
Kabluki i zastiozhki molnij,
Ritmy i pesni,
Ruki i plechi - zhivaia skul'ptura odinokikh skameek,
Gudki parokhodov, p'ianykh ot prikhoda domoj,
Vryvaiutsia v sny,
Matrosy v oknakh kholostykh zhenshchin
Izmucheny dospekhami svoikh sinikh troek.
Noite
A noite traz segredos,
Batidas na porta atrás de mim,
Um tambor de guerra ecoa na rua iluminada,
Pisca-pisca do semáforo,
Dançarinos mágicos em algum lugar dentro,
Ali batem no coração - mais quente, mais frio,
Um anjo derretendo, nascido de uma manhã de fevereiro aquecida,
Procurando em silêncio,
Queima com os olhos toneladas de lembranças,
Só os faróis dos carros já são muito sem graça,
Entram de vez em quando em algum encontro e despedida...
Eu não sei se essa cidade me ama?
Mas as asas,
Escondem segredos da névoa noturna.
Nela, os carros ressoam, os motores roncando,
Indústria
Outro beijo dá e romances.
Saltos e zíperes relâmpago,
Ritmos e canções,
Braços e ombros - escultura viva de bancos solitários,
Sons de vapores, bêbados de volta pra casa,
Entram nos sonhos,
Marinheiros nas janelas de mulheres solteiras
Exaustos dos seus azuis trios.