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Relatos da Periferia (part. Each)

Mundo Segundo

Letra

    Que nenhum homem seja indiferente
    Amamos muito, como odiamos já!
    A verdade está sempre nos extremos
    Porque é no sentimento que ela está!

    Eu vi-o com mulher desempregada e três filhotes
    E em vez de fumar começou a cortar barrotes
    A fila de procura de emprego parece-lhe comprida
    (mas) a fila de clientes não tem a mesma perspectiva
    Inimigos tão famintos já rondam o quarteirão
    Mas naquele único cinto esconde-se mais do que um canhão
    De momento é patrão numa profissão sem futuro
    Contudo passou ao pó pois o lucro é mais chorudo
    Na viela a clientela bate recorde de afluência
    Sobre influência overdose, 112 urgência
    As seringas largam pingas de sangue coagulado
    Limões cortados, pratas, canecos por todo lado
    Acabara de ser criado mais um foco de destruição
    Por se manter demasiado focado na sua missão
    Aprendeu a lição quando cumpriu dez de prisão
    E tanto a mulher como os filhos desapareceram desde então

    Esta é a rotina da periferia
    Fugas à polícia, barriga vazia
    Blocos onde a renda nunca está em dia
    Por droga os manos vendem a própria família (x2)

    Aos dois anos refundia bicicletas na dispensa
    Aos dez, dinheiro suficiente para por pratos na mesa
    Começou a juntar-se muita gente naquela entrada
    E ninguém gostava do barulho até de madrugada
    Aos olhos dos vizinhos vinha sendo um problema
    De modo que a polícia passava no pátio por sistema
    Não tinha idade suficiente para ser levado de algemas
    Roubou os primeiros carros com onze anos apenas
    Não conheceu o pai e a mãe viu raramente
    Tornou-se frio quando o mundo não se mostrou quente
    A escola não dava dinheiro, roubava-lhe tempo
    Ele investiu as duas coisas noutros andamentos
    Ninguém o percebia, tais hábitos eram incógnitos
    Para todas as pessoas incluindo o próprio
    A realidade muda os nossos olhos
    E quase nem percebemos o quanto todos somos próximos

    Esta é a rotina da periferia
    Fugas à polícia, barriga vazia
    Blocos onde a renda nunca está em dia
    Por droga os manos vendem a própria família (x2)

    Que nenhum homem seja indiferente
    Amamos muito, como odiamos já!
    A verdade está sempre nos extremos
    Porque é no sentimento que ela está!


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