Il Respiro Del Pianeta
Grigia brace ardente
Voli di corvi incisi nei tramonti
Disegnate
Indicate i sentieri le correnti
E i rituali
Per ascoltare
Il palpito soffocato
Del pianeta.
Spirito della terra
Ti ascolto e cammino
Dove l'aria sottile
Sfiora l'anima senza maschera
E la foresta impenetrabile
Nasconde le parole
Che portano tempesta.
Nel respiro i tuoi segreti
Minacciano tuoni
E linfe sottili di suoni
Si perdono
Nei richiami di caccia.
Le calde viscere restano
Indecifrabili
Sotterranee matrici del niente
Corrodono
Chi decide la rotta e chi tace.
Melodiosa persuasione
Di oracoli
Disturbati e sensibili
Incerti come il sapore di
Una vittoria
Dai colori spenti.
Il vento si libera dall'uragano
E soffia lontano da ogni sirena.
Il canto del gallo risponde alla serpe
Rompendo un silenzio
Strumento di morte.
Sale improvviso un rumore di pace
E danza la Terra alla luce del Sole.
Grigia brace ardente
Aquile in volo all'orizzonte
Indicate i sentieri le correnti e i rituali
Per ammirare il volto incontaminato
Del pianeta.
A Respiração do Planeta
Brasa cinza ardente
Vôos de corvos gravados nos pores do sol
Desenhados
Indiquem os caminhos, as correntes
E os rituais
Para escutar
O pulsar sufocado
Do planeta.
Espírito da terra
Te escuto e caminho
Onde o ar sutil
Toca a alma sem máscara
E a floresta impenetrável
Esconde as palavras
Que trazem tempestade.
Nos segredos da respiração
Ameaçam trovões
E seivas sutis de sons
Se perdem
Nos chamados de caça.
As entranhas quentes permanecem
Indecifráveis
Matrizes subterrâneas do nada
Corroem
Quem decide a rota e quem se cala.
Melodiosa persuasão
De oráculos
Perturbados e sensíveis
Incertos como o sabor de
Uma vitória
De cores apagadas.
O vento se liberta do furacão
E sopra longe de toda sirene.
O canto do galo responde à serpente
Rompe um silêncio
Instrumento de morte.
Sobe de repente um ruído de paz
E a Terra dança à luz do Sol.
Brasa cinza ardente
Águias em voo no horizonte
Indiquem os caminhos, as correntes e os rituais
Para admirar o rosto intocado
Do planeta.