Monstruo
A mí me llaman monstruo, los que miran de lejos
Mientras yo me acostumbro al bicho del espejo
Tengo miedo del miedo que percibo en sus ojos
Ellos huyen de mí y yo me oculto en los matojos
Ojalá mis pisadas no sonasen a truenos
No olvidasen los frenos ni arrojaran veneno
Solo soy un monstruo asustado
Con un cuerpo de escamas puntiagudas
Escondido en mi fría caverna
Donde vivo yo solo y a oscuras
Si camino despacio, por cargar mi equipaje
Si solo se ladrar es porque yo nací salvaje
Soy demasiado grande para no ser ruidoso
No sé como moverme sin causar algún destrozo
Ojalá me enseñaran a limar mis colmillos
A curar mis nudillos, a coserme los bolsillos
Solo soy un monstruo asustado
Con un cuerpo de escamas puntiagudas
Escondido en mi fría caverna
Donde vivo yo solo y a oscuras
Monstro
Me chamam de monstro, aqueles que olham de longe
Enquanto eu me acostumo ao bicho do espelho
Tenho medo do medo que percebo em seus olhos
Eles fogem de mim e eu me escondo nos matagais
Tomara que meus passos não soem como trovões
Não esqueçam os freios nem joguem veneno
Sou apenas um monstro assustado
Com um corpo de escamas pontiagudas
Escondido em minha caverna fria
Onde eu vivo sozinho e no escuro
Se eu ando devagar, é por causa da minha bagagem
Se só sei latir é porque nasci selvagem
Sou grande demais para não ser barulhento
Não sei como me mover sem causar estragos
Tomara que me ensinassem a limar meus dentes
A curar meus nós, a costurar meus bolsos
Sou apenas um monstro assustado
Com um corpo de escamas pontiagudas
Escondido em minha caverna fria
Onde eu vivo sozinho e no escuro