Quem sabe então me dizer o porquê
Quem pode então me fazer não lembrar
Já que eu não gosto do verbo esquecer

Vou refazer, construir, remoldar
Trago uma rosa, a mais bela pra dar
Vamos parar por aí, o que é que há meu irmão

Se o seu Deus é o mesmo que o meu
Abra seus olhos e veja o que é seu
Não, não entendo pra que destruir
Pare pra pensar, pare para amar, construir

Dê sua mão para quem estiver
Distante ou perto daquela mulher
Que trás no ventre um novo ser

Quem é você pra poder lhe tirar
Todo direito de querer criar
Haja o que houver não se esqueça jamais
Solidão

Um mundo negro, gelado, ferido
Uma terra que outrora sorriu
Uma criança que um dia correu

Pelos campos, pelas várzeas
Nas montanhas e nos vales
Já partiu, não vem mais
Fugiu

Composição: Marcelo Miranda / Juninho Rodrigues. Essa informação está errada? Nos avise.

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