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Crítica à juventude paulistana em “Hey Boy” dos Mutantes

Em “Hey Boy”, Os Mutantes utilizam a ironia para criticar o vazio existencial e a alienação da juventude de classe alta de São Paulo nos anos 1970. A banda faz isso ao retratar, com humor, o cotidiano desses jovens, destacando seu apego ao consumo e à aparência. Trechos como “Tua caranga até assusta... teu blusão importado... tua pinta de abonado...” satirizam o valor dado a bens materiais e status, usando gírias como “caranga” (carro) e “pinta de abonado” (ar de quem tem dinheiro), que eram símbolos de modernidade e prestígio na época. O arranjo musical, que faz referência ao rock iê-iê-iê da Jovem Guarda, reforça o tom de deboche, mostrando que a crítica se estende também à cultura pop daquele período.

A citação à Rua Augusta, conhecida por ser um ponto de encontro da juventude paulistana, reforça o cenário de ostentação e busca por diversão superficial. O refrão “Hey boy, viver por viver” resume a crítica central da música: uma vida guiada apenas pelo consumo, lazer e aparência, sem um propósito mais profundo. Os Mutantes assumem o papel de observadores e críticos, utilizando a própria linguagem dos jovens para evidenciar sua alienação. Dessa forma, a música se torna um retrato irônico da sociedade de consumo e da juventude privilegiada, que, apesar de todos os recursos, vive de maneira automática e sem reflexão.

Composição: Arnaldo Baptista, Élcio Decário. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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