Ruido
Yo no escribo, yo me cierro heridas, frases son mi cura
Tras cada una, pongo un punto de sutura y coso
Me lancé desde este foso a las alturas
Y ahora que ya soy famoso, en cada duda no hay reposo
Vivo persiguiendo pájaros, doblando tuercas
Abro los párpados por si hay espías cerca
Doblo mi apuesta cada día, como en un casino
Mientras le escribo cartas de amor al destino
Y sé que, por mirar hacia el precipicio, pagué un precio
Nadie rezó si otro tropezó en el trapecio
No me fío del frío proceder del comercio
Todos, por su porción, ceden el asiento al necio
Y no, no soy tan sucio, aprecio a aquel que le echa cuore
Da igual si es el último o está en la pole
Yo te hablo de la prole, de barrios sin flores y oliendo a polen
De sabios que lo saben todo sin pisar el cole
Cogí mi boli y volé, soy eso que recordé
Rap por amor: Yo muero y mato por él
También hay viajes hasta Cali, desde París a Miami
Algún traje Armani, nominado a Grammys, pero bah!
Todo eso es secundario, prefiero recorrer siglos
Mientras esquivo al tecnócrata y sus esbirros
Black Mirror, adictos al circo, sí, bro
Es el peligro de encender la pantalla y cerrar un libro
(Solo escucho ruido)
(Solo escucho ruido)
(Solo escucho ruido)
(Solo escucho ruido)
No puedo comer ni dormir tranquilo
Gritan a la vez, solo escucho ruido
Ahí fuera me quieren vender venenos
Mientras me mantienen entretenido
No puedo comer ni dormir tranquilo
Tras esa pared, muchos enemigos
Me están apuntando por ser
Una marioneta que quiso romper sus hilos
No rapeo, yo desnudo al verso, casi como el sexo
Un abecedario y siete notas como anexo
Son mis nexos con cada mente que encuentro
Si en la mía, más que pájaros, te vas a encontrar cuervos
Yo tan solo soy un siervo del beat
Tú sigues siendo un fiel amigo si le das al repeat
No mentid: Sé que también queréis vencer hasta a Morfeo
Y tallar vuestros nombres en el trofeo
Pero no es posible sin sudor ni sacrificio
No aprendéis la lección
Yo sangré tinta en esta cripta, así hasta que amaneció
No es una opción pararme en medio del camino
Canino de delirios, mi rap es mi lumbre, mi quimio
Mi idilio con estrellas y cometas
Ellos quieren que cumpla lo que prometa
Ellas prefieren un macarra antes que a un poeta. Yo lo asumo
No todos miran más allá del humo. ¿Y qué le voy a hacer?
Tantos hombres que, por placer, te la juegan
Tantos niños quieren ser Amancio Ortega
Y así, sin fin: Más serrín que neuronas, les veo navegar
Tu king, para mí, es un arlequín, un payaso cualquiera
Yo miro al Olimpo, los dioses del Hip Hop
Creadores invictos, sin egocentrismo
Buscas verdades y solo hay abismos
Buscas un héroe, pero está en ti mismo
No puedo comer ni dormir tranquilo
Gritan a la vez, solo escucho ruido
Ahí fuera me quieren vender venenos
Mientras me mantienen entretenido
No puedo comer ni dormir tranquilo
Tras esa pared, muchos enemigos
Me están apuntando por ser
Una marioneta que quiso romper sus hilos
No puedo comer ni dormir tranquilo
Gritan a la vez, solo escucho ruido
Ahí fuera me quieren vender venenos
Mientras me mantienen entretenido
No puedo comer ni dormir tranquilo
Tras esa pared, muchos enemigos
Me están apuntando por ser
Una marioneta que quiso romper sus hilos
Ruído
Eu não escrevo, eu fecho feridas, frases são minha cura
Após cada uma, coloco um ponto de sutura e costuro
Me joguei desse buraco para as alturas
E agora que já sou famoso, em cada dúvida não há descanso
Vivo perseguindo pássaros, apertando parafusos
Abro os olhos pra ver se tem espiões por perto
Aposto mais a cada dia, como em um cassino
Enquanto escrevo cartas de amor pro destino
E eu sei que, por olhar pro abismo, paguei um preço
Ninguém rezou se outro tropeçou no trapézio
Não confio no frio proceder do comércio
Todos, por sua parte, cedem o lugar pro idiota
E não, não sou tão sujo, valorizo quem se esforça
Não importa se é o último ou tá na frente
Eu falo da galera, de bairros sem flores e cheirando a pólen
De sábios que sabem tudo sem pisar na escola
Peguei minha caneta e voei, sou isso que lembrei
Rap por amor: Eu morro e mato por ele
Tem também viagens até Cali, de Paris a Miami
Algum terno Armani, indicado ao Grammy, mas tanto faz!
Tudo isso é secundário, prefiro viajar séculos
Enquanto desvio do tecnocrata e seus capangas
Black Mirror, viciados no circo, sim, mano
É o perigo de acender a tela e fechar um livro
(Só escuto ruído)
(Só escuto ruído)
(Só escuto ruído)
(Só escuto ruído)
Não consigo comer nem dormir em paz
Gritam ao mesmo tempo, só escuto ruído
Lá fora querem me vender venenos
Enquanto me mantêm entretido
Não consigo comer nem dormir em paz
Atrás dessa parede, muitos inimigos
Estão me mirando por ser
Uma marionete que quis romper seus fios
Não rapo, eu desnudo o verso, quase como sexo
Um alfabeto e sete notas como anexo
São meus laços com cada mente que encontro
Se na minha, mais que pássaros, você vai encontrar corvos
Eu sou apenas um servo do beat
Você continua sendo um amigo fiel se apertar o repeat
Não mintam: Sei que também querem vencer até Morfeu
E gravar seus nomes no troféu
Mas não é possível sem suor nem sacrifício
Vocês não aprendem a lição
Eu sangrei tinta nessa cripta, assim até amanhecer
Não é uma opção parar no meio do caminho
Cão de delírios, meu rap é minha luz, minha quimio
Meu idílio com estrelas e cometas
Eles querem que eu cumpra o que prometi
Elas preferem um malandro a um poeta. Eu aceito
Nem todos olham além da fumaça. E o que eu vou fazer?
Tantos homens que, por prazer, te enganam
Tantas crianças querem ser Amancio Ortega
E assim, sem fim: Mais serragem que neurônios, vejo eles navegar
Seu rei, pra mim, é um palhaço, um qualquer
Eu olho pro Olimpo, os deuses do Hip Hop
Criadores invictos, sem egocentrismo
Buscas verdades e só há abismos
Buscas um herói, mas ele está em você mesmo
Não consigo comer nem dormir em paz
Gritam ao mesmo tempo, só escuto ruído
Lá fora querem me vender venenos
Enquanto me mantêm entretido
Não consigo comer nem dormir em paz
Atrás dessa parede, muitos inimigos
Estão me mirando por ser
Uma marionete que quis romper seus fios
Não consigo comer nem dormir em paz
Gritam ao mesmo tempo, só escuto ruído
Lá fora querem me vender venenos
Enquanto me mantêm entretido
Não consigo comer nem dormir em paz
Atrás dessa parede, muitos inimigos
Estão me mirando por ser
Uma marionete que quis romper seus fios